Depois do brilharete dos dois Sébastien em Monte Carlo, com o destaque a ir em grande parte para o mais velho, Loeb, foi o jovem Kalle Rovanpera que na Suécia mostrou que está a ser o piloto com melhor arranque na luta pelo título.
É ainda muito cedo para começar a fazer essas contas, mas se na antevisão do WRC escrevemos que em condições normais, leia-se carros com andamentos semelhantes, os favoritos à conquista do título eram Ott Tanak, Thierry Neuville, Elfyn Evans e Craig Breen, para Rovanpera é bom neste momento já ter 14 pontos de avanço para o belga, 30 para Craig Breen, 41 para Ott Tanak e 42 para Elfyn Evans.
O Rali da Suécia deixou claro que a Hyundai já recuperou algum do tempo perdido, e o ‘desastre’ de Monte Carlo já ficou para trás, mas fica ainda por saber se o Hyundai i20 N Rally1 teve realmente uma grande evolução ou a neve é um piso que se adequa melhor às características do carro.
O segundo lugar de Thierry Neuville ficou acima das expetativas da equipa. Os seus responsáveis e pilotos assumem que há aidna muito trabalho para fazer até lutar de igual para igual com os adversários
No Rali da Croácia, dentro de dois meses, ter-se-á uma melhor ideia se os problemas de Monte Carlo foram resolvidos ou atenuados, mas só com o Rali de Portugal e quando começarem os ralis de terra se vai saber em que ponto está o carro. Foi bom ver Thierry Neuville a lutar na frente porque o WRC precisa da Hyundai.
Por outro lado, foi o primeiro rali da Toyota sem Sébastien Ogier e pelo que se viu não correu nada mal. Um triunfo, um terceiro lugar, a Toyota chegou a ter três carros nos três primeiros lugares. Só mesmo Elfyn Evans precisa de ‘limpar a cabeça’, já que depois de sair de estrada em Monte Carlo não precisava de voltar a fazê-lo, duas vezes, na Suécia. Está andar bem, mas são ‘azares’ a mais…
O regresso de Esapekka Lappi a um pódio no WRC é muito bom para a sua confiança. O andamento está lá, e se a ele se juntar a confiança, isso será muito importante para a equipa.
Já do lado da M-Sport, foi uma desilusão. O carro é bom, disso não há dúvida, mas para Craig Breen, dois abandonos em duas provas não é o que se esperava. É verdade que um abandono deveu-se a um problema técnico, o outro, na Suécia, foi auto induzido, com alguma desculpa.
Ott Tänak ainda não pode mostrar muito, teve novamente problemas com o sistema híbrido. Oliver Solberg também teve ‘gremlins’ mecânicos, quando andou, esteve bem, mas voltando à M-Sport, Gus Greensmith voltou a ter um fim de semana problemático, teve vários encontros com bancos de neve, e também se queixou de problemas mecânicos. Já Adrien Fourmaux sofreu um problema técnico que o deixou de fora…duas vezes.
No meio disto tudo, ‘safou-se’ Takamoto Katsuta,um rali sem grandes problemas, a andar bem, só com um percalço num banco de neve, normal para quem tenta andar depressa no Rali da Suécia.
Resumindo, o campeonato é longo, mas temos de dar a mão à palmatória: temos de juntar Kalle Rovanpera ao rol de favoritos. Até pode não ganhar, mas para já é o mais jovem o que parece mais ‘veterano’, na consistência…










