WRC: Novos Rally1 deverão usar motores de Rally2

Por a 8 Agosto 2025 11:15

O Campeonato Mundial de Ralis está prestes a sofrer uma grande reformulação em 2027, com novos regulamentos técnicos concebidos para reduzir custos e abrir as portas a mais fabricantes. A FIA confirmou que os carros da categoria de topo, passarão a ter um limite de preço de 345 000 euros, reduzindo significativamente os custos da competição.

Segundo o rallyjournal.com, os novos regulamentos irão alinhar o nível de desempenho dos carros Rally1 com o Rally2, transferindo efetivamente a categoria superior para uma base técnica mais acessível e económica. Os motores com especificações Rally2 tornar-se-ão a base para os carros Rally1, que muitos fabricantes já produzem ou têm acesso.

O diretor técnico da Toyota, Tom Fowler, citado pela publicação referida, descreveu as mudanças como uma “redefinição” para o WRC. Fowler acredita que a decisão de igualar o desempenho do Rally2 é uma forma de acolher uma gama mais ampla de equipas — quer já tenham programas Rally2 ou estejam a planear desenvolver carros com especificações para 2027.

Rally2 serão a base para os novos Rally 1

“A decisão de definir o nível de desempenho igual ao do Rally2 é uma forma de dizer que a participação em 2027 pode acontecer de várias maneiras”, destacou o chefe da Toyota, Tom Fowler. “Para atrair o maior número possível de fabricantes – se tem um carro Rally2, está a projetar um ou a planear um carro que cumpra os regulamentos de 2027 – todos são bem-vindos”, continuou Fowler.

Fowler admitiu que a menor potência pode não proporcionar o espetáculo que os fãs esperam da classe superior, mas salientou que a FIA deixou margem para aumentar o desempenho no futuro através de pequenos ajustes regulamentares, se necessário.

“E se o nível de desempenho precisar aumentar no futuro, isso poderá ser feito usando os mesmos regulamentos com pequenos ajustes. Acho que é uma ideia sensata nesta fase”, disse Fowler.

Flexibilidade para outras propostas

Um detalhe importante que continua a ser trabalhado é a flexibilidade do motor. Os regulamentos básicos incluem uma secção sobre como construir um motor em conformidade, mas há também um apêndice que permite aos fabricantes propor configurações alternativas — tais como motores baseados em unidades de produção ou sistemas híbridos. Até agora, nenhum fabricante apresentou tal proposta.

“O que entendo é que há um capítulo específico que explica como construir um motor para o campeonato. Se quiseres comprometer-te, segue esse capítulo – todas as informações estão claramente descritas”, explicou Fowler. “Há também um apêndice que diz que, se um fabricante ou preparador tiver um requisito diferente – para um motor de produção, eletrificação ou similar –, pode apresentá-lo à FIA. O regulamento poderia então ser adaptado para incluir mais pessoas. Mas, pelo que entendi, ninguém fez essa solicitação, então nenhum capítulo extra foi escrito”, revelou Fowler.

Fowler acrescentou que, embora o plano atual não seja perfeito do ponto de vista técnico purista, é um compromisso realista com base no nível de compromisso dos fabricantes nesta fase.

Com esta abordagem, a FIA espera garantir a sustentabilidade a longo prazo do WRC, reduzindo as barreiras à entrada e mantendo a porta aberta à inovação.

Rally1 ou… Rally2 +?

Se parece que a base da próxima geração de carros para a categoria de topo serão os Rally2 , ainda não é certo se o conceito “Rally2+” vai ser mesmo adotado ou se a filosofia levará as marcas para terrenos diferentes. Em teoria, esta abordagem de Rally 2 adaptados para o topo dos ralis poderia abrir as portas da categoria principal a marcas que se focam apenas no WRC2. A lista de modelos homologados é bem mais generosa que a de Rally1, e não afetaria as marcas já presentes no topo da pirâmide. Ao nível do espetáculo, esta potencial mudança aponta para uma diminuição da espetacularidade, mas um aumento da competitividade, havendo margem para apimentar mais a potência. Este pode ser o passo atrás que vimos no WEC, com os LMDh e os Hypercars, numa fórmula mais contida, menos espetacular tecnologicamente, mas com uma base mais acessível, que permitiu reunir uma das melhores grelhas de sempre, com mais marcas interessadas.

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