A FIA e o Promotor do WRC continuam sem divulgar o calendário do Mundial de Ralis de 2020, e a explicação é simples. Há ainda indefinição, e não é pouca. O calendário já esteve quase ‘fechado’, mas depois voltaram a surgir grandes dúvidas, e por isso, só em outubro se saberá quais serão as provas. Já se falaram em 15 ralis, saídas da Córsega e as entradas do Japão e do Safari, depois entrou na equação a indefinição da prova do Quénia.
Pelos vistos os construtores não querem mais do que 14 provas, devido aos custos e aqui reside o problema.
Jean Todt, presidente da FIA esteve na Turquia, e agora há novos rumores. 14 provas, saem a Córsega (o que já é ponto assente) e a Espanha, entra Japão e Safari. Afinal a possível saída da Alemanha está fora de causa.
Para além do Safari e do Japão, pode haver outro retorno bem-vindo, o da Nova Zelândia. Neste caso, a questão é pacífica, pois substituiria a Austrália.
Alguns podem questionar-se? Porquê a Espanha? Bom, como bem sabemos, são muitos os interesses gerados à volta disto tudo, mas há um dado que podemos atirar para a mesa desta questão: O Rali de Portugal tem cerca de 40% de espectadores estrangeiros, a grande maioria espanhóis, e desses, 63% são da Galiza, 10.5% das Astúrias, 2.1% da Cantábria, 4.6% Castilla/Leon, 3,9% da Extremadura, 4.2s da Andaluzia e as restantes comunidades espanholas recebemos entre 1 e 2% de adeptos ‘nuestros hermanos’. Os adeptos da Catalunha têm que percorrer cerca de 750 Km para vir ao Rali de Portugal ou cerca de 500 para ir ao Rali de Monte Carlo. Vamos ver como termina esta questão do calendário do WRC de 2020, sendo que isto nos diz que nos próximos anos vai haver cada vez mais pressão para mais mudanças…









