WRC: 4000 pneus levou a Hankook para o Rali de Monte Carlo
Em 2025, a Hancook tornou-se o fornecedor oficial de pneus para o Campeonato do Mundo de Ralis e Monte Carlo representa, logisticamente, o maior desafio para os coreanos, já que tiveram que levar para Gap mais de 4000 pneus para assistir às necessidades dos concorrentes ao longo do fim de semana.
Em Monte Carlo, as equipas têm temos 4 compostos à escolha e, nas condições de alcatrão não invernais, a Hankook tem o Ventus Z215 que surge com dois compostos, WRC7, macio, e WRC9, supermacio. Estes pneus têm exatamente o mesmo aspeto, mas são utilizados em condições muito diferentes.
O pneu macio funciona em temperaturas que variam entre os 5 e os 15°, idealmente apenas em asfalto seco, mas funciona na maioria das condições em que se pode encontrar alguma humidade e a temperatura começa a descer.
O pneu supermacio WRC9 é utilizado em temperaturas inferiores a 5°, também com alguma estrada húmida. O problema é manter o calor no pneu, mas uma vez que se consegue aquecer o pneu, é possível utilizá-lo e continuará a funcionar em condições de alcatrão húmido.
Não se trata apenas das condições, também temos de pensar na longevidade do pneu. O pneu macio não se ‘liga’ tão rapidamente, mas se o troço for abrasivo de início, entra-se diretamente na janela de desempenho. O supermacio, ‘liga’ mais depressa mas também se desgasta mais rapidamente. E são estas as coisas em que os pilotos têm de pensar, dependendo como é o conjunto de troços, como é sempre o caso em Monte Carlo.
Em Monte Carlo é frequente encontrar gelo e neve e a Hankook também tem duas opções invernais. Falamos do Winter icept SR20 com pregos e sem eles. Tal como os pneus para piso seco, têm exatamente o mesmo aspeto.
Têm o mesmo composto, a única diferença é que um não tem pregos e o outro sim. Saem exatamente do mesmo molde, a versão sem pregos tem os buracos onde os pregos se colocam.
Portanto, são exatamente o mesmo pneu, a única diferença é ter ou não, pregos.
Agora imagine-se, temos uma parte do troço com gelo e a maioria sem. Levaria quatro pneus com pregos, ou só dois? É tudo uma questão de compromisso no Rali de Monte Carlo.
Olhando sempre para os adversários, aqueles que conseguirem ter os pneus certos em maior percentagem do rali, quer seja em termos de composto ou de tipo de pneu, tira daí grande vantagem
Várias vezes vemos pilotos a ter bons desempenhos num troço e a perderem imenso noutro.
Tem a ver com as opções escolhidas. Há uma coisa que, é certa no Rali de Monte Carlo: nunca ninguém terá os pneus certos em 100% do percurso. Não há forma de isso suceder a não ser, que a meteorologia se alterasse quase ao minuto e beneficiasse um qualquer concorrente. Pode suceder, mas é muito pouco provável…
Repare-se que na maior parte dos casos os troços arrancam no sopé de uma montanha onde está normalmente seco e as temperaturas estão mais altas e à medida que se sobe a montanha, depara-se com condições mais húmidas, depois chega-se à neve, depois ao gelo, desce-se para o outro lado e volta-se a estar em condições secas.
Por isso é tão difícil o Rali de Monte Carlo. É um desafio logisticamente difícil para a Hancock, mas é ainda mais complexo para os pilotos tomarem uma decisão sobre o pneu que vão utilizar.












