A grande questão do Mundial de Ralis de 2016 é saber-se se o novo Hyundai i20 WRC poderá estar a um nível que permita aos seus pilotos lutar com a Volkswagen pelos triunfos. A M-Sport e Citroën vão dividir-se a apanhar as ‘sobras’…
A grande questão será saber se a Hyundai conseguirá aproximar-se do andamento dos três VW, cujos pilotos, que se mantêm na equipa, foram os três primeiros do campeonato de 2015. A Hyundai é a única equipa com um carro completamente novo e quando o i20 WRc estiver ‘au point’ em termos de fiabilidade, algo que inevitavelmente vai ter que ser atestado nas primeiras provas do Mundial, é bem possível que a Hyundai ande mais perto, porque o VW Polo R WRC é exatamente o mesmo de 2015. Só que, os pilotos da VW, em termos globais, continuam a ser os melhores, e se de Sébastien Ogier e Jari-Matti Latvala já ninguém duvida do que são capazes de fazer, Andreas Mikkelsen tem mais um ano de experiência e por isso também estará melhor preparado para 2016. O que isto significa é que vai ficar por saber se mesmo com um carro bem melhor preparado a Hyundai terá pilotos capazes para dar melhor luta aos homens da VW. Thierry Neuville já tinha provado ser capaz, mas a época que fez o ano passado foi má demais, e nestes primeiros ralis de 2016 há que esperar para ver se a motivação e q qualidade do belga regressaram. Se isso acontecer e se o carro for mesmo o que dizem os seus pilotos, então a Hyundai poderá bater-se mais vezes com a VW. Quanto a Dani Sordo, pode fazer alguns brilharetes, nomeadamente no asfalto, mas ser consistente e lutar por título, já não deverá ser capaz. No pólo oposto e em plena ascensão está Hayden Paddon, que o ano passado já chegou a lutar pela vitória na Sardenha. Na terra o neozelandês vai continuar a fazer bons ralis, mas no asfalto ainda tem que ‘pedalar’ muito.
Na M-Sport houve uma completa revolução no line up de pilotos. O jovem Eric Camilli foi ‘resgatado’ ao programa de jovens pilotos da Toyota e vai pilotar no Monte Carlo um WRC em competição pela primeira vez. Mads Ostberg é o piloto principal da equipa e a quem será dada a incumbência de lutar pelos triunfos. O Ford Fiesta RS WRC sempre foi um bom carro e depois do norueguês ter passado o ano de 2015 quase sempre a debater-se com as afinações do DS3 WRC, talvez esteja mais confortável com o Ford e isso lhe permita andar mais vezes nos lugares da frente. De fora ficara Ott Tänak, que corre este ano pela DMack, e Elfyn Evans, que terá um programa parcial no WRC com a M-Sport e participa no WRC2 para mostrar a valia do novo Fiesta R5. Quanto à Abu Dhabi Total World Rally Team, Kris Meeke lidera a equipa onde será acompanhado por Stéphane Lefebvre no Monte Carlo. Num line-up decidido prova a prova, para a Suécia está prevista a participação de Meeke, Khalid Al Qassimi e Craig Breen, que veio da Peugeot Rally Academy.
Apesar deste ano haver apenas três equipas de Construtor, VW, Hyundai e M-Sport, o Mundial de Ralis não deverá ser muito diferente dos anos anteriores, isto numa época que será também muito interessante fora dos olhares da generalidade do público, com os testes de desenvolvimento dos carros de 2017. Todas as marcas estarão a testar os seus novos WRC de 2017 e a elas junta-se também a Toyota. O ano de 2016 afigura-se muito interessante dentro e fora dos ralis.









