Mārtiņš Sesks e Renārs Francis terminaram o Rali de Portugal no nono lugar, num regresso ao Ford Puma Rally1 marcado por adaptação progressiva, um contratempo decisivo na sexta-feira e uma recuperação sólida nas etapas finais. A dupla da M-Sport perdeu mais de quatro minutos com um duplo furo em Mortágua 2, caiu para 18.º da geral, mas reagiu nas condições mais difíceis do fim de semana e conseguiu regressar ao top 10.
O resultado ganha relevância por ter sido alcançado na primeira participação de Sesks com o Puma desde o Rali da Suécia. Depois de um arranque cauteloso, o letão foi aumentando o ritmo, somou tempos entre os três mais rápidos em vários momentos e deixou Portugal com um balanço positivo, já a pensar na próxima prova em terra, na Grécia.
Reencontro gradual com o carro
A quinta-feira e a manhã de sexta-feira serviram sobretudo para readaptação. Sesks admitiu desde cedo alguma ferrugem competitiva, explicando que a sensação ao volante surgia “em ondas” e que ainda havia aspetos a corrigir, numa fase em que procurava reconstruir referências depois de vários meses sem competir com o Rally1.
Apesar disso, os sinais de progresso tornaram-se visíveis ao longo do dia. Na PEC8 foi quarto mais rápido e, logo a seguir, assinou o terceiro melhor tempo em Lousã 2, depois de considerar que a equipa tinha encontrado “uma nova abordagem” no serviço remoto.
Duplo furo travou ascensão
Quando parecia estabilizar no top 10, a prova sofreu uma viragem brusca na última especial de sexta-feira. Um duplo furo obrigou Sesks e Francis a parar para trocar os dois pneus ao mesmo tempo, provocando uma perda superior a quatro minutos e uma descida abrupta para o 18.º lugar da classificação geral.
O contratempo teve peso acrescido porque surgiu no momento em que o ritmo começava a consolidar-se. Até aí, o letão mantinha-se próximo dos companheiros de equipa e dava sinais claros de evolução, num rali em que a gestão do desgaste e das condições do piso se revelou especialmente exigente.
Recuperação na chuva relança confiança
No sábado, já com chuva e níveis de aderência muito baixos, Sesks voltou a enfrentar dificuldades de afinação, mas a tarde revelou um piloto mais confortável e mais competitivo. Em Amarante 2 foi segundo mais rápido, numa especial de 26,24 quilómetros, e foi recuperando posições até fechar o dia no nono posto.
No domingo, confirmou a recuperação com um desempenho consistente, incluindo uma passagem forte por Fafe 1, onde ficou a apenas 0,8 segundos do melhor tempo Rally1. Sem incidentes na Power Stage, selou o nono lugar final e fechou o rali com uma sensação de progresso.
“Há muitos aspetos positivos que podemos retirar deste rali”, resumiu Sesks. “Mostrámos um desempenho consistente durante todo o fim de semana, com alguns tempos entre os três primeiros em cada dia, o que demonstra que temos uma boa base.” O piloto letão acrescentou que o foco passa agora por transformar a aprendizagem de Portugal em rendimento na próxima ronda, na Grécia.











