O facto da Lancia ter anunciado o seu regresso aos ralis foi visto de duas formas – por uns, um copo meio cheio, outros tantos, o contrário, meio vazio, mas a verdade é que no âmbito do seu renascimento como marca a Lancia sabe que os ralis seriam para si uma forma de ‘galgar terreno’ de forma muito rápida, porque o seu passado no desporto motorizado deixou uma marca no coração dos adeptos, que nunca se apagará e os seus responsáveis sabem-no.
Mas não voltam a qualquer preço e o busílis da questão está mesmo aí.
A marca confirmou o regresso aos ralis com um novo Rally4, homologado pela FIA, como estratégia inicial, a abordagem for humilde e inteligente, regressa ao rali com cautela, optando por uma categoria inferior (Rally4) e evitando os elevados custos dos Rally1.
O Rally4 servirá como plataforma de marketing para relançar a marca e o modelo HF Ypsilon, mantendo-se num patamar mais acessível, e na estratégia da Stellantis há um pensamento claro: exigem bom retorno de investimento para aprovação de projetos e nos Rally1 isso não existe de momento.
Por isso perguntámos a Carlos Tavares, CEO da Stellantis, o que é preciso do WRC para lá ter a Lancia.
Entre a explicação que nos deu está: “não devemos ter vergonha de fazer desporto automóvel” e “desde que se possa ter um orçamento razoável, e que se possa ter evolução tecnológica sincera, que sirva para os carros de série…”









