Ott Tänak vai, como se sabe, afastar-se dos ralis a tempo inteiro em 2026, deixando o lugar que ocupava na Hyundai Motorsport para fazer uma pausa na carreira e passar mais tempo com a família. O Rally da Arábia Saudita marcou a sua última participação no WRC, pelo menos por agora, embora o estónio de 38 anos sublinhe que não está a cortar laços com a modalidade e admite um eventual regresso.
Estreou-se no Rali de Portugal de 2009, e soma agora 176 presenças no WRC, 22 vitórias, 58 pódios e 443 triunfos em especiais, representando M-Sport Ford, Toyota e Hyundai na categoria principal. O ponto alto da carreira foi o título mundial de 2019 ao serviço da Toyota, consolidando o seu estatuto como um dos pilotos mais rápidos de sempre no campeonato, algo reforçado pelas 56 vitórias em classificativas registadas esta temporada, apenas quatro abaixo do novo campeão Sébastien Ogier.
O que Tänak mais vai sentir falta
Na hora de abrandar, Tänak assume que será sobretudo a condução dos atuais Rally1 que mais lhe fará falta. “Estes carros são fantásticos, das melhores máquinas do desporto motorizado neste momento, são muito divertidos de conduzir e, tenho a certeza, espetaculares de ver do exterior”, referiu, admitindo que sentirá “muito” a ausência dessa sensação. O estónio destacou ainda a gratidão para com o desporto, as equipas e a família, recordando mais de uma década de compromisso a tempo inteiro a “perseguir um sonho” no Mundial de Ralis.








