Estou preocupado. O WRC vai mudar para os híbridos, mas a FIA luta para manter à tona a competição. Esqueçam a vinda de várias marcas a curto /médio prazo, a acrescentar às que já estão, por mais três anos, porque como as coisas andam na indústria automóvel, será complicado. É basicamente, uma questão de incoerência, professar elétricos e o ‘green’, e pelo meio ‘derreter’ gasolina e pneus no meio das florestas. Há felizmente, muita gente que ainda gosta disto, mas está a tornar-se cada vez mais difícil. Se a União Europeia aprovar o que pretende, tudo fica ainda mais difícil. Até os motores híbridos e híbridos plug-in acabam. As marcas estão a fazer o ‘shift’ quase total para os elétricos, e os milhões e milhões que estão lá a gastar, tornam o processo quase irreversível, ainda que as leis da União europeia sejam só para a UE, logicamente, fica de fora do o resto do mercado mundial, América, Ásia, África, Oceania, continuarão a vender-se carros com motor a combustão, ainda que logicamente, com os grandes construtores a ‘virarem-se’ para os carros elétricos, eles acabarão por proliferar pelo mundo inteiro.
Por outro lado, que ninguém duvide que vão surgindo cada vez mais grandes desportivos elétricos, que podem acabar por salvar muitas competições, inclusivamente o WRC, e por isso se calhar, ao invés de muitos adeptos ainda estarem num registo de “daqui não saio, daqui ninguém me tira” e do “estão a matar os ralis”, a verdade é que morrer, vão, sim, caso não acompanhem as tendências da indústria. Por isso, o único conselho que tenho para já é: desfrutem do que têm enquanto podem, porque uma coisa é certa. Muita coisa vai mudar nos próximos anos. Para já, nos próximos três, a maioria já percebeu que só terá Rally1 ‘silenciosos’ junto dos parques de assistência e em zonas residenciais. O resto, é um espetáculo bom como sempre.











