OPINIÃO: Aqui d’el rei, que ardeu um Rally1…
Já lá vão umas horas sobre o fogo que consumiu o Hyundai i20 N Rally1 de Dani Sordo, e uma simples volta pelas redes sociais permite perceber que 90% do que se diz é dito sem a mínima ideia do que se está a dizer.
Primeiro ponto: como é natural, os carros de ralis hoje em dia são mais suscetíveis de arder mais depressa, e sem aprofundar muito a questão, que dava pano para mangas, há um dado que é muito fácil de perceber: há muito menos metal, mais carbono, portanto qualquer foco de incêndio tem bem maior probabilidade de consumir o carro mais rapidamente.
E se o fogo chega às baterias, elas vão arder muito tempo. Está estudado e comprovado.
Ponto dois: ao contrário do que vi escrito, até por pessoas com alguma responsabilidade, que deviam ser mais cuidadosos com o que escrevem, e não o fazem, porque são contra a tecnologia dos carros atuais e isso fá-los atirar contra tudo o que mexe quando se trata de aproveitar algo que sucedeu, como foi o caso deste incidente de Dani Sordo. São os chamados “velhos do Restelo”.
Não são os depósitos que são o problema, muito longe disso. Até porque até este momento é impossível saber exatamente o que se passou.
O facto de Sordo ter dito que cheirava a gasolina, induz numa fuga, um tubo solto ou roto, mas isso ficará por descobrir, muito provavelmente.
Quanto ao combustível, também li quem se queixasse destes novos combustíveis (lá está, mais uma evolução, mais uma coisa para os “Velhos do Resto” criticar).
Muitos sabem que o novo combustível 100 por cento isento de fósseis é pior, mas provavelmente não pelas razões que julgam, ou seja, ser mais inflamável, mas sim porque ‘corrói’ mais os vedantes, que têm de ser substituídos muito mais vezes nos carros de ralis.
Logicamente, foi o combustível que ardeu, mas o depósito nada tem a ver com a questão, são perfeitamente seguros.
Os extintores conseguem resolver um pequeno foco, não algo deste calibre. Sempre foi assim, nunca haverá nos carros de competição extintores capazes de apagar um fogo como o que acabou por deflagrar neste carro.
A única coisa que é verdade é que estes carros ardem mais depressa dos que os antigos que era só metal e ferro. Isso é facilmente explicável pela Tabela Periódica e os respectivos elementos químicos.
Resumindo, os novos carros de Rally1 híbridos plug-in foram concebidos em torno de um chassis de célula de segurança melhorada, mas depois do acidente de Adrien Fourmaux em Monte Carlo as pessoas terem ficado a saber que os carros foram desenhados para, apesar de aparentemente parecer que ficam muito mais destruídos, o que verdadeiramente interessa, a célula de sobrevivência salvou quem tinha de salvar, e nesta questão do fogo, talvez o agora sucedido leve a algumas modificações, porque tal como na aviação, se aprende com os incidentes.
Contudo, está muito longe de ser razão para os ‘habitués’ das redes sociais arrasarem os Rally1, só porque sim…
FOTO: Red Bull Content Pool/Janus Ree
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Jo16061702
11 Novembro, 2022 at 16:07
Ainda bem que o Senhor Doutor JLA veio a terreiro ensinar os energúmenos. Escusava era de se pôr num palanque tão alto que o tombo cá abaixo não seria tão ridículo. Afirma o Senhor Professor, como se de algo mais que óbivo se tratasse, para que nos sintamos devidamente ignorantes por não o sabermos: “a tabela periódica explica” que um Rally1 tem que arder melhor do que um antigo WRC. Então o que explica a tabela periódica sobre isso? Não sabemos. Ou porque o Senhor Professor pretende que nós descubramos autonomamente para tornar o nosso conhecimento mais profundo, ou porque nem ele faz ideia do que está a dizer e por isso manda um posta com aspecto pseudo técnico para parecer inteligente e para arrumar os que dele discordam. Como suspeito mais que seja a segunda hipótese não tenho grandes esperanças de vir a saber por esta via. (Devia ter suspeitado que um Cientista que diz que os carros de rally “antigos era só metal e ferro” seria mais dado à charlatice do que à Ciência.)
No fundo mais valia não dizer nada. Da amostra percebemos que não estudou o assunto com o mínimo de profundidade; e quem não estuda não vem dar aulas. Eu não sei se estes carros devem arder melhor ou pior do que os outros. O que eu sei é que se arderem pior não é porque são “feitos de carbono” e por isso “a tabela periódica explica”. Não, estes carros são feitos em boa medida de Polímeros reforçados com fibras de carbono. E há centenas de composições diferentes para estes polímeros. Tanto para as matrizes poliméricas como para as fibras. E isso significa que há compósitos com ótimo comportamento ao calor e outros com pior comportamento. E também sei que a inflamação nos compósitos com fibras se dá principalmente pela matriz polimérica e que o papel das fibras é geralmente reduzido. Aliás, há casos onde as fibras funcionam até como isolante e ajudam a limitar a deflagração.
Não são usados nos Rally 1, não sei, por isso, o comportamento desses materiais neste caso, logo não sei qual seria o comportamento geral dos materiais e se iriam arder melhor ou pior. Mas há uma coisa que sei, o JLA também não sabe.
ZeCambota
11 Novembro, 2022 at 19:08
Sempre foi um artista este JLA e pelos visto nem com a idade melhora. É caso para dizer “o que nasce torto….”
Homem do Leme
11 Novembro, 2022 at 18:07
“(…)metal e ferro(…)” Quando eu andava na escola o ferro era um metal… agora a avaliar pelo artigo parece que não…
Pelo menos a equipa saiu ilesa e isso é o mais importante!
manuel moita
11 Novembro, 2022 at 19:45
Pois conversa da treta se estamos em 2022 e não em 1986 acho eu a tecnologia deve ser posta ao serviço da segurança como tal os e xtintores teriam que ser maiores e localizados extrategicamente nos locais mais perigosos tipo as baterias digo eu mas os super entendidos da FIA e qye sabem há há há s as nta paciência e1 hora para chegar um carro dos bombeiros e para esquecer só em Países do 3 Mundo