Oliver Ciesla, o responsável do WRC Promoter, empresa da esfera Red Bull que gere os destinos comerciais do Mundial de Ralis, confirmou ao AutoSport que o calendário do campeonato poderá ser alargado a novos países já em 2019.
O alemão fez um balanço muito positivo da evolução recente do WRC a vários níveis, confirmando que é intenção do promotor levar o Mundial a outros mercados. “Há cinco anos o campeonato estava num momento difícil e não tinha um rumo definido”, recordou Ciesla no parque de assistência do Rali de Portugal, na Exponor.
“Neste momento é muito recompensador ver que nestes cinco anos tivemos carros novos a aparecerem, um novo formato desportivo, mais equipas, novos eventos, mais media, mais espectadores nos troços, mais ralis interessados em fazer parte do Mundial. Encontrámos uma fórmula acertada e espero que haja uma certa estabilidade no regulamento”, afirmou, antes de abordar o próximo calendário.
“Também queremos ir para mercados que mostrem grande interesse no desporto motorizado. Hoje, se perguntarem a 100 pessoas na Europa se têm interesse no desporto motorizado, 30 dirão que sim. Se formos para a América do Sul, 44 dirão que sim. E não estamos em África e não estamos na Ásia. Há espaço para novos mercados no calendário. Mercados onde os automóveis podem ser vendidos a um jovem, enquanto na Europa os jovens estão mais preocupados com o seu telemóvel. Hoje em dia um evento do WRC garante, em média, 40 por cento de espectadores vindos do estrangeiro, que chegam a um país ou a uma região e que geram milhões de euros de retorno financeiro e publicitário. Neste momento a lista de países que querem integrar o WRC é muito maior do que era há cinco anos. Nem todos os eventos que querem entrar têm o nível que nós esperamos, ou a história ou as características que nós queremos. A China, por exemplo, ainda não tem um organizador que possa garantir os requisitos que pretendemos num local tão estratégico para nós. Estivemos no Chile duas vezes em observação e eles organizaram um excelente evento candidato. O Japão também pode ser uma opção para 2019, até porque eles têm a experiência do passado e nós temos que ter um rali na Ásia, enquanto Campeonato do Mundo. Também há abertura do Governo do Quénia para voltar a ter um evento do WRC e estivemos a observar um rali nacional que nos surpreendeu positivamente e que poderá ser uma hipótese para 2020. A Índia, a Malásia e Coreia do Sul são outras opções a longo prazo.”
Embora o regulamento técnico seja da responsabilidade da FIA, Ciesla também reforçou a necessidade de atrair mais construtores para a plataforma do WRC: “Temos que garantir que o nosso regulamento técnico reflete aquilo que os grandes construtores querem promover para o futuro, embora a este nível ninguém consiga saber com exatidão como será a indústria automóvel daqui a cinco anos”, concluiu.











