Depois de Isolde Holderied ter ganho o Grupo N no Rali de Sanremo de 1994, foram precisos passar 28 anos para uma mulher voltar a vencer uma prova de suporte no Mundial de Ralis. Chame-se Maxine Wahome, guiou um Ford Fiesta Rally3 e esteve entre os três sobreviventes que terminaram o Rali Safari na sua competição: “Estou realmente sem palavras. Muito entusiasmada por ter conseguido e por ter ganho a classe WRC3 pela primeira vez, a primeira dama a ganhá-la”, começou por dizer a jovem queniana, que correu pela primeira vez no Rali Safari do ano passado: “Foi completamente diferente do que eu estava habituada, e conduzia à direita, não tinha tido tempo suficiente para testes. Agora estou a testar todos os dias” disse a piloto que explicou qual foi o seu mais complicado desafio que encontrou este fim-de-semana: “diria que o troço de Kedong, na sexta-feira e a Power Stage, Hell’s Gate por causa do ‘fesh-fesh’. Aprender a diferença de como um Subaru e um Ford podem lidar com o ‘fesh-fesh’ é completamente diferente”, explicou, falando depois da importância de uma mulher estar no degrau superior do pódio, numa disciplina sob a alçada de uma federação que dá uma atenção especial às mulheres, e onde há muita vontade de promover as mulheres no desporto motorizado: “Toda a minha vida, desde os meus dez anos de idade, que sigo o caminho da afirmação e emancipação das mulheres, por isso quero encorajar as mulheres a aderirem ao desporto motorizado”, disse, finalizando a explicar como se sentiu quando acabou a Power Stage: “quase não podia acreditar que tinha ganho. Estou orgulhosa de mim e da minha equipa, eles ajudaram-me a conseguir o carro e a vitória”, concluiu.












