A M-Sport voltou a enfrentar um desafio de superação no Rali de Portugal. A sua prova andou entre a adversidade e algum brilho, mas muito pouco. Mas como sempre, vão à luta, e esse mérito ninguém lhes tira…
O Rali de Portugal, a sexta etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), revelou-se como um palco de contrastes para a equipa M-Sport Ford. Ao longo de um fim de semana marcado por condições meteorológicas inclementes e problemas mecânicos, a formação britânica oscilou entre a desilusão de um desempenho aquém das expectativas na classificação geral e a manifestação de um ritmo competitivo deveras encorajador nos lendários troços de terra portugueses.
Regresso marcado por elevadas expectativas
A principal aposta da M-Sport para esta prova centrava-se no regresso de Martins Sesks. Após uma prestação notável no final de 2025 na Arábia Saudita, o jovem piloto letão era visto como a esperança fulcral para assegurar um resultado de vulto em solo luso. Contudo, a severidade dos troços portugueses impôs-se com veemência: Sesks sentiu dificuldades em corresponder à magnitude do desafio nas fases iniciais, falhando em traduzir a confiança depositada pela equipa num lugar de destaque na tabela classificativa.
A jornada de sexta-feira serviu de preâmbulo a um sábado extenuante, onde a chuva intensa transformou os troços em autênticas armadilhas de lama. Nestas condições adversas, Jon Armstrong e Josh McErlean foram, lamentavelmente, vítimas do terreno traiçoeiro, sofrendo despistes que comprometeram as suas aspirações imediatas na competição.
Um domingo positivo
Apesar das contrariedades iniciais, a equipa orquestrou uma notável reviravolta qualitativa no último dia. O ponto alto do rali ocorreu na manhã de domingo, na icónica passagem por Fafe. Josh McErlean e James Treacy alcançaram a sua primeira vitória absoluta num troço (SS17) aos comandos do Rally1, superando toda a concorrência com mestria, entre os Rally1, claro pois quem venceu a especial foi um Skoda, o de Robert Virves, depois do troço começar a secar para os Rally2..
Balanço: foco na evolução
Richard Millener, Diretor de Equipa da M-Sport Ford, descreveu o evento como uma “montanha-russa de emoções”. Embora reconheça as dificuldades enfrentadas, Millener fez questão de sublinhar o progresso notório dos seus pilotos: “O aspeto mais positivo foram os tempos realmente competitivos de todas as equipas em várias partes do evento. Juntar tudo isto ao longo de um rali completo leva tempo, por isso ver uma melhoria consistente de todos os nossos pilotos é muito promissor”, afirmou o responsável, com uma perspetiva otimista.
O Diretor enfatizou, ainda, o colossal esforço humano subjacente à operação, após uma sequência particularmente exigente de três ralis em apenas cinco semanas. “Foi um enorme desafio logístico e operacional”, concluiu, direcionando agora as atenções para o Rali do Japão, onde a equipa regressará ao asfalto antes de uma nova série de provas de terra no decorrer do verão europeu.










