Toyota conquista o quinto título consecutivo no WRC. Juha Kankkunen fala sobre a união e confiança da equipa para a reta final da competição.
A Toyota acaba de selar o seu quinto título consecutivo de construtores no WRC após um domínio incontestável em 2025. Juha Kankkunen, quatro vezes campeão mundial e agora vice-diretor da equipa, define a época como “incrível” e salienta que o segredo está na união: “Foi uma época incrível para nós. Não sei mesmo onde fomos buscar tanta força, especialmente em asfalto, onde fomos muito mais fortes do que a Hyundai durante todo o ano. Em terra foi mais equilibrado, mas tudo funcionou. Os pilotos estiveram em excelente nível e toda a equipa também. Estou muito satisfeito com o trabalho,” afirmou Kankkunen.
Quase perfeição: trabalho e união para fazer história
Em apenas uma época na direção, Kankkunen ajudou Toyota a somar 11 vitórias em 12 ralis: “Talvez não se volte a ver isto durante décadas — ou nunca. Com dois ralis por disputar, ainda podemos ganhar ambos. É história a acontecer.”
O finlandês realça que a força do coletivo foi crucial, desvalorizando qualquer ideia de facilidade: “Nunca é fácil. Mas tudo encaixou — desde os cozinheiros até ao topo, todos trabalharam muito, e tudo correu realmente bem em todas as áreas.”
Equipa unida, pilotos focados e ambiente positivo
Com Evans, Rovanperä e Ogier separados por apenas 13 pontos no campeonato de pilotos, Kankkunen garante bom ambiente interno: “Eles não estão a lutar uns contra os outros de forma negativa. O ambiente é fantástico. Disse-lhes que podiam correr ao máximo, que deixassem o relógio decidir quem será o melhor este ano.”
Rovanperä em destaque, confiança e desafios nipónicos
Rovanperä, vencedor do CER, valorizou a adaptação ao asfalto e os progressos obtidos graças ao trabalho específico nos pneus: “É onde me sinto melhor. O estilo de condução exigido, especialmente com este pneu, favorece-me. Trabalhei muito nisso no último ano e agora é mais divertido. Posso acelerar mais e torna-se prazeroso.”
Com o Rally do Japão à porta, Rovanperä prevê um teste exigente e diferente: “Depende muito das condições. O Japão é complicado, demasiado técnico para o meu gosto. As estradas largas são fantásticas, mas não temos muitas assim. Quando chove e caem folhas, tudo muda e quem abre pode tirar vantagem. Vamos ver.”












