Hayden Paddon deu os primeiros passos no seu regresso ao Campeonato do Mundo de Ralis, ao completar os primeiros quilómetros aos comandos do Hyundai i20 N Rally1. O neozelandês, campeão europeu de ralis em 2024, inicia assim a preparação para o seu regresso à elite da modalidade, oito anos após a sua última presença como piloto de fábrica da Hyundai Motorsport.

Primeiros testes em condições difíceis
A estreia de Paddon ao volante do i20 N Rally1 ocorreu durante o “media day” da equipa, no sul de França, em condições de neve e gelo que dificultaram a adaptação ao novo carro. Apesar disso, o piloto sublinhou a importância da primeira experiência com o protótipo híbrido introduzido em 2022: “Foi bom ter o primeiro contacto, embora as condições fossem muito traiçoeiras. O carro é completamente diferente dos que temos conduzido nos últimos anos — há muito para aprender, desde a aerodinâmica ao funcionamento do chassis e da transmissão”, referiu Paddon, acrescentando que espera ganhar confiança “com alguns dias de testes adicionais”.
Regresso à estrutura da Hyundai
O piloto, de 38 anos, regressa à Hyundai Motorsport após a passagem entre 2014 e 2018, período em que conquistou a sua única vitória no WRC, na Argentina em 2016. Nesta nova fase, partilhará o terceiro Hyundai i20 N Rally1 com Dani Sordo e Esapekka Lappi, estando o seu primeiro rali marcado para Monte Carlo, já na próxima semana: “Sinto-me mais nervoso do que aliviado. Tudo aconteceu muito depressa desde dezembro e quase não houve tempo para assimilar. Quero corresponder à confiança que a equipa deposita em mim e ajudar a Hyundai a lutar pelos títulos”, afirmou o neozelandês.

Objetivo: completar o Rali de Monte Carlo
De volta ao topo do WRC, Paddon mantém um objetivo pragmático para o arranque da temporada: terminar o Rali de Monte Carlo e contribuir para a pontuação da equipa: “O objetivo é simples: chegar ao fim. Neuville e Fourmaux estarão a lutar pelas posições da frente e o nosso papel é dar apoio, assegurando que a Hyundai soma pontos. É um papel diferente, mas igualmente importante.”











