Numa entrevista à Autosport inglesa, Peter Thul, o Senior Director Sport do Promotor do WRC, deixou no ar a possibilidade duma marca chinesa poder vir para o WRC a médio prazo, sendo esse claramente um mercado a explorar pelo WRC: “Os fabricantes são importantes em todos os aspetos, para a competição e para as relações públicas. Estamos bastante felizes por termos parceiros fortes e focados como a Toyota, Hyundai e a Ford M-Sport, mas nós estamos também bastante focados em obter mais fabricantes e não é nenhum segredo que temos a China como alvo; porque não um grande fabricante chinês tendo em conta que falamos sobre híbridos plug-in? Existe também outro fabricante japonês como potencial candidato”, disse.
No que toca aos carros de rali híbridos, Peter Thul disse-nos que já existe uma mudança na indústria automóvel no que toca à venda de carros híbridos e elétricos, que tem subido bastante nos últimos anos: “estes carros serão espetaculares, haverá o binário extra do motor elétrico, recuperação de energia. Mas para além disso, iremos mostrar os benefícios dos híbridos plug-in, um sistema que é bastante inteligente.”
Num mercado que em 2013 tinha 74% carros de motor a combustão, 30% híbridos e 3% de elétricos, mudou muito em oito anos, e agora as percentagens são bem diferentes, tomando como base os 132 milhões de carros vendidos no ano passado: 38% combustão, 37% híbridos e 25% elétricos, deixando no entanto claro que o WRC poderá ter no futuro “uma mistura inteligente de tecnologias. Sei que alguns adeptos tradicionalistas estão hesitantes em relação a esta nova eletrificação, mas não há outra escolha para o WRC”.
Por Rodrigo Almeida











