Numa altura em que faltam apenas nove meses para a entrada em vigor da nova era de carros de ralis, que se vão deixar de chamar World Rally Cars para passarem a ser Rally1, eis que o WRC já pondera qual o próximo passo a dar em termos de tecnologia, mas num mundo em que a transição da indústria automóvel ainda está muito indefinida quanto ao caminho claro a tomar, o WRC está mais atrás, pois só agora vai integrar sistemas híbridos, algo que já existe no WEC desde 2012, quase uma década, e Fórmula 1, desde 2014.
2021 é o ano em que os ralis passam a ser disputados com carros híbridos, mas para já e apesar da FIA já ter encurtado de cinco para três anos o ciclo de regras, nada está pensado para 2024. Segundo o diretor de ralis da FIA, Yves Matton, não há “nenhuma posição clara” sobre como os Rally1 devem ser alimentados em 2024: “O Rally1 foi concebido para ser revisto após três anos, como todos os regulamentos [WRC] são. Esperamos que evoluam, mas a estabilidade é de importância vital. Neste momento, não há uma posição clara para o futuro”, que pode ser com veículos elétricos, célula de combustível de hidrogénio, combustíveis sintéticos, como o metanol, todos podem ter lugar na era seguinte, mas enquanto a F1 deverá juntar sistemas híbridos a combustíveis sintéticos, o WRC ainda pensa no que fazer: “O que sabemos é que o desporto automóvel continuará a fazer o que faz melhor: adaptar-se e abraçar as tendências do mercado, as necessidades dos consumidores e a mudança social. A ideia é rever os regulamentos após três anos, e implementar quaisquer novas tecnologias que estejam disponíveis nessa altura”, disse Matton ao Autosport inglês.











