WRC com caixas de comandos no volante e motores mais leves em 2015

Por a 19 Agosto 2014 14:27

O ‘congelamento’ no desenvolvimento dos WRC vai terminar e as equipas já preparam os seus novos carros para 2015. Caixas com comandos no volante e motores mais leves são algumas das novidades para a próxima época. Mas… conseguirão Citroën, Hyundai e M-Sport acabar com a supremacia técnica da Volkswagen?

Com o controlo de custos como principal objetivo, os construtores e equipas do WRC concordaram com o ‘congelamento’ técnico dos seus modelos durante um ano, até ao início da próxima época. Isto quer dizer que no início de 2015 assistiremos à estreia da segunda geração dos WRC 1.6 turbo que foram introduzidos no Mundial de Ralis no início de 2011. A próxima geração técnica vai vigorar em 2015 e 2016, antes de dar lugar ao novo formato técnico dos WRC para o triénio 2017-2019, algo que ainda está a ser debatido pelas marcas e pela FIA (sem intervenção direta do promotor do WRC, como pode ler na entrevista a Oliver Ciesla na última edição do AutoSport).

Não se espera uma revolução no panorama dos atuais WRC mas é um facto que o Polo R WRC é uma arma praticamente imbatível em condições normais – e nestas inclui-se o facto de Sébastien Loeb não estar ao volante do DS3 WRC… Basta ver que só o alsaciano (duas vezes) e Dani Sordo (na Alemanha em 2013) conseguiram impedir que o modelo germânico monopolizasse a lista de vitórias das duas últimas épocas… e a conta da Volkswagen já vai em 18 triunfos, 12 dos quais consecutivos! É por isso que o ‘descongelamento’ técnico dos World Rally Cars é uma oportunidade de ‘ouro’ para a Citroën, Hyundai e M-Sport, cujos engenheiros terão a árdua tarefa de tornar os próximos DS3, i20 e Fiesta tão ou mais competitivos do que o próximo Polo. Além do desenvolvimento que levará até aos modelos que iniciarão 2015, as equipas terão depois um total de três ‘jokers’ para usarem ao longo da próxima época e mais três no ano seguinte.

Caixas menos ‘cansativas’

Principal novidade a partir de 2015 será o regresso das caixas de velocidades com comandos no volante, algo que já foi utilizado nos carros do Mundial antes da readoção das caixas mais convencionais, operadas através de uma ‘manete’. Mas qual é, afinal, a principal vantagem destes sistemas? François-Xavier Demaison, o diretor técnico da Volkswagen explica: “As caixas com patilhas reduzem o ‘input’ do piloto, ou seja, são sistemas automatizados. Durante a extensão de um rali, o piloto fica cansado e é normal que faça algumas passagens de caixa mais lentas, menos eficazes, e aí há hipótese de danificar a caixa. Com o sistema de patilhas, a passagem de caixa é sempre perfeita e as forças que intervêm no processo são sempre iguais. Basicamente, elimina-se os erros de pilotagem (a este nível). O segredo, contudo, é o tipo de sistema que se pode usar, que pode ser pneumático, hidráulico ou mecânico. Só não posso dizer o que vamos usar!”, referiu o francês, uma das ‘mentes brilhantes’ do Polo R WRC.

Outra possibilidade que se abre às equipas é a redução do peso dos motores: “Houve uma revisão do peso mínimo de alguns componentes do motor e a hipótese de retirar algumas partes. O motor terá o mesmo bloco mas será mais leve”. ‘FX’ Demaison também admitiu que a Volkswagen não precisa de grandes alterações numa combinação vencedora: “Claro que é difícil alterar um carro ganhador. A versão-base de 2015 está agora em testes mas terão de esperar seis meses até ao Rali de Monte Carlo para verem o ‘novo’ Polo”, afirmou.

A ‘bola’ está agora no ‘campo’ da Citroën, Hyundai e M-Sport…

Foto: André Lavadinho @World

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