Terminada a temporada do Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Vitor Calisto encerrou a época revivendo o passado, voltando a disputar o Rali das Camélias e contando com António Cirne no banco do lado direito. Esta foi a sua época de estreia no Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, onde obteve o quarto lugar da geral absoluta nesta competição, tendo ainda vencido o Grupo 2.
Para ti, este é um regresso a uma prova que já disputaste muitas vezes?
“Não queria terminar a temporada sem poder voltar a disputar uma das provas míticas do Campeonato de Portugal de Ralis dos finais do século passado, o Rali das Camélias. Dos mais de 80 participantes, sou dos pilotos com mais presenças nesta prova ainda no ativo, ao longo das suas 40 edições e queria reviver por dentro os famosos troços de Sintra, embora em sentido contrário nesta edição, o que lhes retira um pouco a sua beleza, como também os da região de Mafra, que tão bem conheci no passado”.
Gostaste dos troços de Sintra ‘ao contrário’?
“Recordo-me muito bem do Rali das Camélias do antigamente, que teve muitas versões, mas constatei que os troços de Sintra estão praticamente iguais aos que se faziam nessa época, pelo que teria preferido disputá-los no sentido habitual.”
O que achaste do rali?
“De uma forma geral a prova correu bem, apesar das muitas dificuldades que passá devido à chuva, que tornou os troços muito escorregadios”.
Como correu a prova?
“Ainda tivemos um susto a meio do rali, quando o alternador cedeu, obrigando-nos a circular com pouca luz durante muitos quilómetros de ligação e nos 18 km da maior especial de rali, poupando a bateria, de molde a não sermos obrigados a abandonar. Apesar do muito tempo perdido, terminamos no 4º lugar dos Históricos 75, num rali terminado com a sensação do dever cumprido”.








