Com o futuro do Mundial de Ralis já com ideias alinhavadas para 2027, apesar de existirem ainda muitas incertezas, é tempo da FIA e da Comissão do WRC olhar para as categorias inferiores do WRC e se no caso dos Rally1, “não está estragado, não se mexe”, já no que respeita às competições mais abaixo na Pirâmide dos Ralis, as coisas ‘piam mais fino’ e a Comissão WRC está a reavaliar os regulamentos para as categorias de base, com foco no WRC Júnior.
Em cima da mesa está a possibilidade da competição deixar de ser monomarca – até aqui têm sido os Ford Fiesta Rally3 – o que deixou de fazer sentido porque o Fiesta foi descontinuado. Este pode ser substituído pelo Renault Clio Rally3, que pode tornar-se o novo carro de referência, mas a FIA pode optar também pelos Rally4.
Perderia as quatro rodas motrizes, mas abriria muito a competição, pois há o Renault Clio Rally4, Ford Fiesta Rally4, Lancia Ypsilon Rally4 HF, Opel Corsa Rally4 e Peugeot 208 Rally4.
A substituição dos Rally3 por Rally4 é claramente uma alternativa em discussão…
Há, logicamente, vantagens e desvantagens nos Rally4. Entre as vantagens o custo inferior (menos de 80.000 euros), maior diversidade de modelos, um passado que nos diz que, quando a competição era aberta a várias marcas e modelos, foi aí quando forneceu mais e melhores pilotos ao WRC, mas, por outro lado, também há desvantagens, e logo a abrir, as quatro rodas motrizes. Com os 2WD o fosso cresce para os Rally2, e o salto é demasiado grande, o que não sucede nos Rally3, para além de que os Rally3 estão longe de ser um sucesso…
Por outro lado, em ralis do mundial, será muito complicado para os Rally4 durarem toda a prova. Há claramente preocupações com a fiabilidade dos veículos. As reuniões continuam, no máximo a meio de 2026 tem de haver decisões.











