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Rali Vinho Madeira: Miguel Nunes quase campeão | AutoSport

Rali Vinho Madeira: Miguel Nunes quase campeão

Por a 8 Agosto 2022 09:19

O Rali Vinho Madeira faz parte do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira e nos últimos anos a disputa dos primeiros lugares absolutos tem sido concomitante com a luta pela competição local dada a competitividade dos pilotos do arquipélago, especialistas num piso muito específico e excelentes conhecedores do terreno. 2022 não foi exceção e as duas primeiras posições para o campeonato local foram sempre ocupadas por aqueles que se vieram a revelar os dois pilotos mais rápidos do plantel e aqueles que ocuparam os dois lugares mais altos do pódio absoluto, Alexandre Camacho e Miguel Nunes.

No que toca ao campeonato regional, quase se poderia considerar esta tirada nula pois os dois candidatos ao título somaram exatamente os mesmos pontos. Camacho obteve 25 pontos da vitória e Nunes somou aos 20 pontos do segundo posto outros 5 de bonificação, relativos às vitórias na primeira e última especial, 1 ponto cada, e 3 pontos do maior número de vitórias em classificativa. Neste contexto, ambos continuam separados pelos mesmos 43 pontos com que arrancaram, o que deixa Nunes à beira do cetro. Bastará agora ao piloto da Lotus somar os 8 pontos de um sétimo posto numa das duas provas por realizar para ser inalcançável.

Candidatos naturais a um lugar no pódio regional, os dois pilotos dos Porsche 997 GT3 surgiram diminuídos nesta prova. Dada a indisponibilidade no mercado internacional dos pneus Michelin para os RGT, os únicos homologados, tanto Filipe Freitas como Paulo Mendes viram-se obrigados a solicitar à FPAK uma derrogação, concedida pela federação para a utilização de pneus de circuito, que eram usados, “rasgados”. Nestas condições os pilotos não conseguiam colocar a forte potência das suas viaturas no solo. Filipe Freitas ainda rodou no terceiro posto local mas desistiu com um problema num rolamento e Paulo Mendes foi quinto.

Neste cenário ficou aberto o caminho para uma subida ao pódio de Gil Freitas que aproveitou a extensão deste rali para rodar e se adaptar ao Hyundai i20 R5 adquirido há pouco tempo. O que justifica a sua grande diferença, superior aos 7 minutos, para os pilotos que também dominaram os acontecimentos na classificação absoluta. Logo atrás, João Silva foi uma das estrelas da prova naquela que foi a sua estreia com o Peugeot 208 Rally4 e com o qual dominou por completo a classificação reservada aos utilizadores de viaturas de duas rodas motrizes.

Animada foi uma vez mais, enquanto durou, a luta entre Rui Jorge Fernandes e Vítor Sá pelo melhor resultado na RC4. Fernandes esteve na frente mas acabou por ser ultrapassado por Sá, ainda a meio da primeira etapa. O piloto veio a desistir logo depois com problemas elétricos no Renault Clio R3T. Desse modo, Vítor Sá pode passar a gerir o seu andamento e levar o Citroën DS3 R3T ao sexto posto absoluto para o CRCM. Seguiu-se Miguel Caires, consistente com o Renault Clio Rally4.

Entre os muito desistentes na organização do Club Sports da Madeira contam-se três pilotos madeirenses com viaturas Rally2. Rui Pinto mal rodou com o Ford Fiesta R5 Mk II, regressou em Super Rally mas voltou a abandonar, Américo Gouveia só fez duas classificativas com o Citroën DS3 R5, cujo motor cedeu, e este foi um rali inglório para José Camacho que ficou fora de prova antes do último troço cronometrado com problemas mecânicos no seu Peugeot 208 T16 quando era quarto entre os ilhéus. Oitavo, Dinarte Baptista nunca se mostrou ao nível que tem exibido nas suas outras participações com o Renault Clio R3. No lote dos dez primeiros ficaram ainda Renato Pita e Pedro Coelho, ambos com Peugeot 208 Rally4. O campeonato madeirense volta à estrada a 16 e 17 de setembro com o Rali de Câmara de Lobos/Funchal.

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