Vai para a estrada a quarta prova da Taça Nacional de Ralis Terra, no próximo fim-de-semana de 5 e 6 de Maio, com a realização do Rali Baião/Amarante, rali organizado pelo Clube Automóvel de Amarante. A terceira edição da prova terá uma extensão de 264 quilómetros, 76 dos quais contra o cronómetro num total de oito especiais de classificação disputadas em piso de terra. O Rali inicia-se na noite de sexta-feira com a dupla passagem pela Super-Especial prosseguindo no sábado. Este ano a prova tem a particularidade de ser candidata a integrar o leque de provas que irão compor o Nacional de Ralis para 2018.
3ª prova: Rali Vinho do Dão: Novo triunfo de José Merceano
José Merceano e Francisco Pereira foram os vencedores da primeira prova do Campeonato Regional Centro Jorge Amorim, o Rally Vinho do Dão, prova organizado pelo Clube Automóvel do Centro e igualmente pontuável para a Taça Nacional de Ralis Terra. Ricardo Matos ficou em segundo e Luís Mota fechou os lugares do pódio.
Para Ricardo Matos: “Desportivamente foi uma prova de sacrifício”, analisou o piloto amarantino. “Durante a PE2 o sistema de travões começou a perder óleo pela roda dianteira esquerda. Era uma problema que não conseguíamos resolver no local e tivemos de disputar todo o rali assim, quase sem travões. Nas duas últimas classificativas tivemos mesmo de bloquear esse tubo e o carro ficou a travar em três rodas. Claro que com os travões nessas condições era muito difícil manter o carro na estrada. Apanhámos vários sustos mas eu sabia que era importantíssimo chegar ao final e manter o segundo lugar. Ficámos muito satisfeitos com este resultado pois passámos a ocupar o segundo lugar na Taça e é importante manter esta regularidade de resultados.”, concluiu Ricardo Matos, que garantiu o segundo pódio consecutivo depois do terceiro lugar em Gondomar.
Quanto a Luis Mota, terceiro classificado: “Não há muito para contar sobre o Rali Vinho do Dão. A equipa esteve bem, o nosso EVO VI também esteve mais uma vez impecável, assim como os nossos MRF Tyres, que continuam a mostrar uma excelente performance nas mais diversificadas condições. Tudo funcionou, o resultado é positivo, amealhámos uma boa pontuação para o campeonato absoluto e de equipas, pelo que toda a equipa está satisfeita! Venha o próximo!”, referiu André Mota, responsável pela Competisport.
2ª prova: Rali de Gondomar: Fernando Peres regressou às vitórias
Fernando Peres venceu a segunda prova da Taça FPAK Ralis de Terra, o Rali de Gondomar, numa prova de trás para a frente, fruto de problemas iniciais com os travões do seu Mitsubishi Lancer, que quase o levaram à desistência. O piloto do Porto chegou a ter um atraso considerável, 51.8s terminando a prova com 31.8s de avanço para Nuno Cardoso. Mas quem sabe nunca esquece, e o ritmo de Peres ainda é mais do que suficiente para tudo o que fique abaixo do top 5 do CNR e com o bom andamento, foi mais do que suficiente para vencer. Já Nuno Cardoso chegou a parecer ter a vitória do rali na mão, mas não foi assim ,devido à maior valia de Peres. Ricardo Matos terminou no lugar mais baixo do pódio, não tendo andamento para fazer frente a Peres e Cardoso, pois ainda não são muitos os ralis que leva disputados com o Mitsubishi Lancer, depois de muitos anos com um Mazda 323. José Merceano, que venceu em Fafe, nunca esteve na liça pelos primeiros lugares, mas devido ao triunfo de Fafe, lidera a Taça FPAK Ralis de Terra. Quinto lugar para Luís Mota que não pode fazer melhor devido a um problema físico. A prova do Regional Norte foi ganha por Gaspar Pinto, em Mitsubishi Lancer, que foi também sexto da geral, com Arturo Loureiro e Júlio Bastos a completarem o pódio.
Classificação: 1º Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX) 1h09:23.4s; 2º Nuno Cardoso/Telmo Campos (Mitsubishi Lancer Evo VII) +31.8s; 3º Ricardo Matos/Carlos Matos (Mitsubishi Lancer Evo IX) +1:22.9s; 4º José Merceano/Francisco Pereira (Mitsubishi Lancer Evo VIII MR) +1:42.1s; 5º Luís Mota/Alexandre Ramos (Mitsubishi Lancer Evo VI) +3:17.1s; 6º Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão (Mitsubishi Lancer Evo VI) +7:26.7s; 7º Arturo Loureiro/Álvaro Dávila (Seat Leon) +16:51.7s; 8º Júlio Bastos/Aníbal Pereira (BMW M3) +17:12.0s; 9º Vitor Gomes/Jorge Moreira (Opel Kadett GSI) +18:38.6s; 10º Moisés Teixeira/Serafim Carvalho (Peugeot 206 GTi), +24:28.1s
1ª prova: Rally Serras de Fafe: José Merceano começa a ganhar
José Merceano apostou na consistência e foi recompensado. O piloto de Alenquer adotou um andamento muito regular durante todo o rali, e se inicialmente não teve o protagonismo de alguns dos seus adversários, acabaria por tirar bom partido dos percalços tidos por grande parte deles.
“Sinceramente vinha com o propósito de fazer um bom rali, mas optei por fazer a minha prova, andando rápido sem arriscar demasiado, pois depressa percebi que os pisos das classificativas estavam muito degradados, e penso que essa foi uma boa opção”, começa por dizer o vencedor da primeira prova do ano da Taça de Ralis Terra.
“Claro que acabei por tirar partido dos azares dos outros, sobretudo na primeira passagem por Luílhas e pela Lameirinha”, afirmou José Merceano, referindo-se aos percalços sofridos por Ricardo Matos e Fernando Peres, os dois pilotos que se destacaram mais no primeiro dia.
Peres tinha arrancado para a secção de sábado com meio minuto de vantagem sobre Matos, mas apesar de vencer as duas primeiras especiais de domingo na terceira acabou por deitar tudo por terra, abandonando na sequência de uma saída de estrada.
A partir desta altura José Merceano ficou com a vitória à vista, tanto mais que mais de três minutos o separavam de António Oliveira, que no pequeno Peugeot 205 GTi se preocupou apenas em gerir a diferença para o terceiro colocado, Paulo Correia, que em carro idêntico terminou a mais de 1m21s.











