As estatísticas não dizem tudo, mas na maior parte dos casos, dizem muito! Dos nove R5/Rally2 e respetivas iterações (Citroën DS3 R5; Citroën C3 R5/Rally2; Ford Fiesta R5; Ford Fiesta Rally2; Hyundai i20 R5; Hyundai i20 N Rally2; Mitsubishi Mirage R5; Peugeot 208 T16 R5; Proton Iriz R5; Škoda Fabia R5; Škoda Fabia Rally2 evo; Toyota Etios R5; Volkswagen Polo GTI R5) não é de admirar que o Škoda Fabia R5/Rally2 (458 carros ativos), Ford Fiesta R5/Rally2 (292), Citroën DS3 R5/Rally2 (146), Hyundai i20 R5/Rally2 (100); Volkswagen Polo GTI R5 (89), Peugeot 208 T16 R5 (45), Mitsubishi Mirage R5 (14), Proton Iriz R5 (6) e Toyota Etios R5 (2) (Fonte EWRC-Results) continue a ser o carro a bater.
É de longe o que mais vitórias tem, o que não sucede só porque há mais carros a correr, embora o contrário possa ser verdade: há mais Skoda porque desde cedo se afigurou como o R5 mais ‘equilibrado’. Mesmo não tendo recentemente colocando no mercado um carro novos, mas sim várias evoluções do anterior.
Mas isso está prestes a mudar, pois a Skoda já está a desenvolver – há muito a nova nova geração do Skoda Rally Fabia Rally2, carro que, segundo a Skoda, leva a segurança da tripulação ao próximo nível. Ainda nada se sabe face ao projetado aumento de performance global do carro. O foco para já é na segurança.
A nova versão do Skoda Fabia Rally2 beneficia da nova plataforma de aço de alta resistência e ultra-alta resistência.
O roll bar é feito a partir de mais de 35 metros de tubos de aço, e como em todos os restantes carros de ralis, forma a espinha dorsal da estrutura de segurança para proteger a tripulação.
A nova geração do Skoda Fabia Rally2 é baseada num chassis diferente do atual carro de ralis. A mudança para a plataforma Modular Transverse Matrix MQB-A0 do Grupo Volkswagen deu aos engenheiros do Skoda Motorsport a oportunidade de melhorar ainda mais a já de si eficiente estrutura de segurança do carro de maior sucesso da categoria Rally2.
Com esta nova geração, os engenheiros da Skoda Motorsport puderam desenvolver o carro do zero, que supostamente tem uma maior resistência à torção e uma melhor durabilidade da carroçaria”, como explica Tomáš Karniš, engenheiro de segurança da Skoda Motorsport.
Desde a sua estreia em 2015, a atual geração do Skoda Fabia Rally2 tem mostrado a sua qualidade em acidentes: “A análise destes acidentes deu-nos dados vitais para levar ainda mais longe os padrões de segurança da nova geração do Skoda Fabia Rally2.
Alinhamos estes dados com outras experiências recolhidas com o carro de rali atual e redefinimos as caixas de carga para a nova geração”, continua Karniš.
A célula de segurança da nova geração do Skoda Fabia Rally2 excede os requisitos da FIA em certas áreas. Por exemplo, o impacto lateral: “Os nossos técnicos aplicam uma forma inventiva de construir esta parte do carro: A célula de segurança é soldada manualmente por peritos certificados na plataforma nua durante a construção – antes de serem acrescentadas as partes laterais e o tejadilho. Este método garante uma maior precisão, bem como melhores conexões dos tubos”, descreve Tomáš Karni.
Embora todos os aspetos da estrutura de segurança da nova geração do Skoda Fabia Rally2 tenham sido melhorados, o principal objetivo era o de aumentar significativamente a segurança de impacto lateral. Para atingir este objetivo, os engenheiros do Skoda Motorsport trabalharam em três áreas: montagem de assentos, ligações dos tubos e painéis de porta. Ambos os lados da nova geração do carro estão ligados pela estrutura dos suportes dos bancos e por uma calha adicional. Assim, as forças de um impacto lateral são mais bem transferidas de um lado do carro para o outro. “Isto reduz a deformação da carroçaria e do roll bar. Superamos os requisitos da FIA também nesta área”, diz Karni.
Além disso, a nova geração do Skoda apresenta mais reforços, que dão maior proteção face a forças laterais. As partes interiores das portas dos Rally2 têm de ser preenchidas com espuma absorvente de energia. “O acolchoamento da nova geração do Fabia excede o volume exigido pela FIA também nesta área”, diz Tomáš Karniš.
Além disso, seis camadas de fibra de carbono e Kevlar selam a espuma na direção do cockpit para proteger a tripulação de fragmentos cortantes. Além disso, o sistema de montagem do cinto de segurança também foi melhorado.
Foi acrescentado um tubo de roll bar adicional em cada lado do carro para melhorar ainda mais a resistência e rigidez dos pontos de montagem das correias de ombro.
Finalmente, o piloto e navegador podem contar com um novo sistema de extinção de incêndios, que combina uma unidade automática com bicos de pulverização de espuma tanto no cockpit como no compartimento do motor com extintores portáteis.
Outro aspeto da estrutura de segurança é o aumento da durabilidade da carroçaria, o que se traduz numa redução dos custos de funcionamento para as equipas.
O engenheiro de segurança Tomáš Karniš enfatiza: “A durabilidade da carroçaria recentemente desenvolvida está a um nível diferente em comparação com o nosso carro de rali atual”.












