Lia Block venceu o Ojibwe Forests Rally, sexta ronda do Campeonato Nacional da Associação Americana de Ralis (ARA), assegurando o seu primeiro triunfo absoluto na divisão principal e reforçando a liderança no campeonato. Aos 19 anos, a filha do falecido piloto Ken Block impôs-se ao volante de um Hyundai i20 N Rally2 preparado pela Block House Racing, tendo ao lado o navegador Alex Gelsomino.
A dupla superou Javier Olivares (Ford Fiesta Rally2) por pouco mais de dois minutos, enquanto Daniel Shalev (Peugeot 208 Rally4) fechou os lugares do pódio. Com este resultado, que sucede a pódios anteriores no Rally Olympus, no Southern Ohio Forest Rally e no Rally Colorado, Block soma o seu quarto pódio consecutivo na principal competição norte-americana.
A jovem piloto assumiu a liderança logo no primeiro troço, impondo uma vantagem inicial de 16 segundos sobre a concorrência. Na segunda especial, a saída de estrada e o posterior abandono de Seth Quintero — principal adversário na luta pelo título — devido a um braço de suspensão partido no seu Toyota obrigaram a uma mudança tática por parte da estrutura de Block.
«Depois soubemos que o Seth tinha parado na segunda especial e, obviamente, a nossa estratégia teve de mudar», explicou Lia Block à publicação DirtFish. «Tivemos de conduzir com o mínimo risco possível, mas ao mesmo tempo mantendo a liderança do rali. Estou muito contente com a forma como gerimos isso, mantendo-nos consistentes e totalmente focados no nosso objetivo.»
Com esta vitória, Block alarga para 21 pontos a vantagem no comando do campeonato a duas rondas do fim, tendo em conta a contabilização de descartes de resultados. A época encerra com o Overmountain Rally Tennessee, agendado para 18 e 19 de setembro, e com o Lake Superior Performance Rally, nos dias 9 e 10 de outubro.
Reações e significado histórico do triunfo
O sucesso em solo de Minnesota surge após a desilusão sofrida no início da época no Sno*Drift Rally, onde uma avaria numa correia de transmissão a impediu de vencer. «É definitivamente difícil pensar no início da época e onde poderíamos estar agora. Mas acredito que tudo acontece por uma razão — e tive de trabalhar muito mais por isso. Isso torna a vitória ainda mais doce», afirmou a piloto, sublinhando o significado da conquista: «O que fizemos aqui significa que estamos a fazer história nos Estados Unidos [como a primeira mulher a vencer uma ronda da ARA], mas sinto que isto já devia ter acontecido há mais tempo. Estou feliz por abrir caminho e espero que isto seja inspirador para a próxima geração, para uma jovem rapariga que esteja em casa a ver.»












