Gonçalo Boaventura, Rodrigo Silva e o pequeno Peugeot 106 Rallye S2 são um regalo para quem os vê passar. Quer seja nas Camélias, Rali de Lisboa ou Extreme Rali sprint, ninguém fica indiferente a esta dupla e por isso, fomos saber como é: “São muitas horas de volta do carro, é conhecer bem o automóvel, tem que haver aqui uma empatia com o automóvel. Já o tenho há uns anos, ralis mais a sério tenho feito só ultimamente, mas tenho um carro destes também no dia a dia e por isso estou muito familiarizado ao carro. Depois é fazer bem o trabalho de casa e ter o carro sempre bem visto e revisto. Comecei há uns anos de kartcross, mas nunca fiz nada da competição, e depois surgiu a oportunidade de comprar este carro para fazer umas rampas, das rampas, quando surgiu o regresso das Camélias, decidimos fazer ralis mais a sério, e tem corrido bem, temos feito isto com os recursos que temos.
Todos os anos tenho evoluído qualquer coisa, o ano passado foi a caixa, o motor já está um bocado mais aprimorado, tem 183 cv”, começou por explicar Gonçalo Boaventura, que depois falou da ‘peça’ que faz a maior parte do espetáculo, o piloto: “Como consigo andar assim? Se calhar tenho um bocadinho de jeito”, começou por dizer, meio envergonhado. A verdade, é que quem o vê andar, espanta-se, com a forma como o pequeno Peugeot 106 normalmente nos surge: num andamento fabuloso: “não venho a forçar nada. Hoje aumentei um bocadinho a toada, mas sem riscos, pois queria acabar o rali. O carro é intuitivo, previsível, a traseira foge bastante, mas é um fugir saudável. Dentro do carro a diversão é garantida” e acrescentamos nós, cá fora também: “num carro mais competitivo, não sei, mas com esta traseira, ‘insegura’ o carro dá um gozo enorme, é um carro com uma traseira solta, mas é um solto controlado”, disse o piloto que venceu a sua classe, a X1, e foi nono da geral.
Esperemos que continue, e que quem não reparou, fixe o nome: Gonçalo Boaventura.












