A criação do agrupamento R5 foi a tábua de salvação para a M-Sport que, de um momento para o outro e com o Fiesta S2000 em final de carreira, viu na construção dos Fiesta R5 ajudar a tapar todos os buracos económicos que o apoio do Qatar podia não cobrir. Wilson assume que “o R5 tem sido uma das histórias que explica como o nosso negócio foi salvo e foi o R5 que nos permitiu ficar no WRC ao mais alto nível.
Do ponto de vista comercial tem sido um grande sucesso”. Beneficiando do atraso de desenvolvimento de marcas concorrentes como as do Grupo PSA e da Skoda, o patrão da M-Sport soube, com a sua habitual destreza e experiência, tirar partido desse factor para vender Fiesta, num número que se os projetos concorrentes tivessem cumprido os prazos iniciais de lançamento, nunca teriam sido possíveis. Mas será que a chegada do 208 T16 da Peugeot e do DS3 R5 da Citroën, assusta Wilson e que os R5 têm mesmo futuro? Do alto da sua experiência, refere: “a competição vai-se acentuar com a Peugeot e a Citroën. Algumas pessoas comprarão esses carros por causa das alianças que têm e outras porque querem guiar coisas diferentes. Mas ainda acho que os R5 são um grande mercado. Temos reservas para entregas dos Fiesta R5 até meio de junho e todos os dias recebemos pedidos de informação. É um carro que se pode usar no mundo inteiro, o que lhe coloca um enorme futuro pela frente. Mas não é só o R5 convencional. Também temos trabalhado naquilo que chamamos o ‘R5+’ que não é mais do que um WRC turbo com um restritor de 34 mm que pode ser usado nos vários campeonatos nacionais, havendo, para já, 10 encomendas destes carros. Acho que os R5 nos abriram inúmeras portas. É um carro que pode ser usado nos campeonatos nacionais e que pode ser convertido nas especificações internacionais de modo muito fácil, para além de ser apenas 1s/km mais lento que um WRC, custando cerca de 40 por cento menos. Pessoalmente, acho que era a fórmula que os ralis precisavam pois era preciso reduzir os custos de participação”.












