Realizou-se na Alemanha a Final Europeia do Rally Star. A competição contou com a presença de seis portugueses, que ficaram pelo caminho nas eliminatórias. O estónio Romet Jürgenson é o primeiro vencedor das seis finais continentais.
Romet Jürgenson (Estónia) será o representante da Europa na época de treinos do FIA Rally Star em 2023. O piloto da Estónia vai poder correr em seis ralis, num Ford Fiesta Rally3 da M-Sport, além de ter acompanhamento, avaliação física e intelectual, bem como treino de piloto, e ainda testes. O prémio feminino foi partilhado por Maja Hallén Fellenius (Suécia) e pela britânica Katie Milner. Ambas irão avançar para a Final Mundial Feminina, nos Estados Unidos da América do Norte, no final deste ano.
Dos seis portugueses presentes nesta Final Europeia do FIA Rally Star, onde estiveram com o apoio da FPAK e do ACP, cinco ‘ficaram’ na primeira eliminatória, um deles, Francisco Carvalho, passou à segunda, mas ficou também pelo caminho. Defrontaram ‘seleções’ com outros argumentos, todas elas com uma preparação prévia para este evento bem distinta da comitiva lusa, que fez o que pode, face ao contexto.
A Final Europeia teve três dias de competição, em Estering, na Alemanha, os vencedores foram escolhidos entre 89 concorrentes com idades compreendidas entre 17 e 26 anos, representando 22 nações, entre elas, Portugal. As disciplinas foram feitas em Kartcross idênticos, mas também um desafio digital, testes de reflexos e competências, e ainda uma entrevista e avaliação formal com o Júri FIA Rally Star de Ralis da FIA, presidido por Robert Reid, o Vice-Presidente da FIA para o Desporto. Os seus colegas membros do Júri incluíam, Pernilla Solberg, antiga piloto de ralis, mulher de Petter Solberg, o diretor da M-Sport Malcolm Wilson, Terenzio Testoni, Manager de Ralis da Pirelli, e ainda Thierry Neuville.
A Final Europeia da FIA Rally Star é a primeira de seis Finais Continentais em 2022. Os resultados das finais continentais decidem seis dos sete membros para 2023, com o sétimo vindo da final só de mulheres, pela que tiver melhor desempenho em cada uma das seis finais continentais. No final de 2023, os quatro melhores membros da FIA Rally Star Team ganham uma temporada no Junior WRC em 2024.
Em 2025, três pilotos avançam para uma segunda época do WRC Junior. E se um dos membros da FIA Rally Star Team alcançar o título, garante uma campanha no WRC2, logicamente num Rally2 para 2026. O objectivo do Rally Star é proporcionar um caminho para assegurar a chegada ao Mundial de Ralis.
O que disseram os seis portugueses

Francisco Carvalho, 25 anos, Vila Meã
“Desde a minha qualificação para a final continental europeia que o sonho de me tornar um piloto de ralis começou a ganhar mais forma. O sonho já tem muitos anos, desde que comecei a fotografar ralis juntamente com o meu pai, que a vontade de estar ‘lá dentro’ se tornou muito grande, apesar de não passar de um sonho devido aos custos associados. Após saber que me tinha qualificado, vi uma chance de poder seguir o meu sonho e agarrei-a.
Na partida para Hamburgo, a ansiedade e o nervosismo eram algo que me dominava por completo, o facto de saber que ia competir com os melhores 90 aspirantes a piloto de toda a Europa deixou-me com ainda mais vontade de ir à final e dar o meu melhor. No primeiro dia da competição soube que iria fazer parte do grupo C, arrancando na 8ª posição para a primeira eliminatória. Este lugar deixou-me satisfeito porque sabia que partir mais atrás iria ser benéfico para mim porque, tanto os grupos A e B já teriam feito as suas tentativas por essa altura e os meus concorrentes diretos iriam ‘limpar a pista’.
No entanto, descobri que numa primeira fase era feita uma volta de reconhecimento e uma volta cronometrada, e na segunda fase eram feitas duas voltas cronometradas, com a ordem inicial invertida, fazendo com que na altura em que todos os pilotos já estariam adaptados à pista, eu fosse o 3º carro na pista.
Neste momento os nervos começaram a tomar conta de mim e sabia que tinha de dar 110% de mim dentro do carro. No momento que vesti o fato senti realmente que tudo aquilo era real, que o meu sonho estava ali e eu tinha de fazer de tudo para o agarrar. No momento em que entrei no carro percebi que ia ter de dar o meu melhor e aproveitei a primeira sessão de duas voltas para reconhecer bem a pista e definir os meus pontos de travagem da melhor maneira possível.
Na segunda fase entrei a dar tudo, com vontade de me qualificar para a próxima fase e com um andamento muito satisfatório na minha perspetiva, que posteriormente se refletiram nos resultados, tendo conseguido retirar 3 segundos das minhas voltas iniciais o que me garantia passagem direta à segunda fase. No segundo dia cheguei à pista tão ou mais nervoso do que no primeiro dia. Sabia que o top 32 não se ia revelar uma tarefa fácil e as condições climatéricas não se mostravam favoráveis. Durante esse dia a gestão do nervosismo revelou-se uma tarefa complicada, e no briefing da segunda fase ao descobrir o layout da pista soube que ia ser difícil o apuramento para a fase final. Esta fase consistia em dar aproximadamente 2 voltas a um percurso com 2 km na pista de Estering.
Entrei no carro e arranquei para a primeira de 2 voltas cronometradas. Na primeira volta senti-me muito confortável com o carro e senti que estava a imprimir um bom ritmo, no entanto, na parte final da volta cometi dois erros, um deles foi ao usar o travão de mão em demasia, o que fez com que o kartcross se desligasse, e o outro, uma passagem de caixa falhada o que me fez perder bastante tempo. Na segunda volta cronometrada, e devido a acidentes que ocorreram, o kartcross em que entrei era diferente, tendo o acelerador pouco detalhe no que tocava à percentagem de aceleração, e isso tornou-se um entrave na realização da segunda volta. Estes fatores aliados a um erro cometido nesta volta fizeram com que fosse mais lento na segunda volta, resultando num tempo insuficiente para o vencedor do meu grupo (que foi também o vencedor da competição) Romet Jurgenson o que fez com que a minha participação chegasse ao fim. Desta experiência retiro uma grande aprendizagem e uma grande evolução como pessoa e como ‘piloto’ e acima de tudo trago grandes amizades para Portugal. Apesar de ter chegado à segunda fase, conseguindo representar as cores nacionais nessa mesma fase, fico de algum modo triste por não chegar à fase final, porque fico a pensar: “se consegui chegar a esta fase sem qualquer tipo de treino e na primeira vez que me sentei num carro de competição, o que podia ter feito se tivesse a sorte que tiveram os nossos vizinhos espanhóis a quem foi dado uma série de treinos patrocinados pela federação espanhola”. Sinto que a minha caminha podia ter sido mais longa e com um desfecho mais feliz, mas não adianta chorar sobre leite derramado, e espero que o que aconteceu nesta final sirva de alerta à Federação Portuguesa, que acima de tudo deveria seguir o exemplo de outras federações e apoiar jovens talentos para que eles possam ‘dar cartas’ lá fora.”

José Maria Bastos
“Depois de me sagrar Campeão Júnior no Kia GT Cup em 2020, tive sempre como objetivo ingressar no mundo dos ralis. Quando soube do FIA Rally Star, naturalmente, vi neste programa de captura de jovens talentos uma excelente oportunidade para impulsionar a minha, ainda curta, carreira no desporto automóvel!
Consegui obter o acesso à final europeia em Portugal, no “Digital Challenge” do Estoril onde, cada concorrente, tinha 3 tentativas para marcar o seu tempo numa especial do WRC 9 (jogo de simulação do campeonato do mundo de ralis).
Na final europeia, os 89 participantes de 22 países foram divididos em nove grupos e apenas os 3 primeiros de cada grupo conseguiriam prosseguir para a segunda fase.
O meu grupo encontrou condições de pista extremamente desafiadoras, sábado de manhã, com chuva intensa e um piso muito escorregadio.
Infelizmente, para mim, após uma primeira ‘run’ consistente, não consegui melhorar na segunda nem terceira tentativas o meu tempo devido a uma troca de caixa falhada e a uma travagem para lá do limite. Era necessário arriscar, andar no limite pois os tempos de acesso foram decididos por pequenas décimas e, quando assim é, vem ao de cima a inexperiência nestes carros e os erros acontecem.
A inexperiência dos portugueses nestes carros foi contrariada por uma garra e pelo talento de todos que fez com que a nossa nação estivesse muito bem representada. Foi nos dado os parabéns pelos representantes da nação Espanhola por, apesar de estarmos em solo Alemão completamente sozinhos, sem qualquer apoio e sem qualquer treino intensivo prévio, termos conseguido tempos tão próximos dos mais rápidos.
Passo a explicar um pouco melhor a posição dos portugueses nesta final. Ficamos incrédulos quando nos foi dito que, dos 22 países em prova, apenas nós não tivemos qualquer apoio da federação a nível de suporte de custos ou de preparação e treinos para o evento. De salientar o pequeno contacto (10 voltas) com um kartcross que nos foi proporcionado pelo ACP mas que se mostrou, claramente, insuficiente quando comparado, por exemplo, com os 3 dias de treinos intensivos levados a cabo pelos pilotos espanhóis com o suporte da sua federação. Federação esta que, para além disso, suportou todos os custos dos seus participantes, levou ainda um ‘coach’ para acompanhar os pilotos e, o seu presidente, esteve lá presente no evento durante os 3 dias. A federação espanhola é apenas o exemplo de como todas as federações menos a portuguesa se posicionaram perante este evento único para os jovens!
Perante tudo isto, foi nos dado os parabéns dos demais participantes pela nossa postura, mérito e capacidade de união para estarmos ali presentes que, no entanto, e em nome dos 6 representantes nacionais, gostávamos que não se voltasse a repetir esta clara falta de interesse e apoio da nossa federação. Sentimo-nos todos um pouco injustiçados por, desde logo à partida, partirmos com tal desvantagem perante os nossos adversários.
No maior evento para jovens pilotos, com o prémio de ingressar no Campeonato do Mundo de Ralis, não haver sequer um telefonema, uma publicação, ou qualquer contacto por parte da nossa federação é porque algo está muito errado nas pessoas que dirigem o nosso desporto em Portugal. Desta forma, nunca será possível termos jovens pilotos a representar Portugal nos maiores campeonatos por todo o mundo.
É lamentável, e como foi dito por um colega meu, perante tudo o que assistimos no evento, sentimo-nos abandonados e sozinhos.
Em resumo e pelo lado positivo, a experiência de conduzir estes kartcross e o contacto com grandes nomes dos ralis e do automobilismo foi algo fabuloso e os meus colegas estão todos de parabéns pelo desempenho e mérito que tiveram em vir aqui e demonstrar que há muito muito talento no nosso país!”

Luís Moura
“Tenho 19 anos, sou dos Açores (Santa Maria) e venho dos simuladores, à cerca de dois anos comecei me a interessar por esta área, desde criança acompanho ralis, mas nunca tive oportunidades e apoios para ingressar neste mundo, ao começar a entender o mundo da simulação tive como objetivo ajudar novos pilotos a evoluir a a representar o país e a região ao mais alto nível da simulação, para isso criei a AZR Motorsport equipa de automobilismo virtual com o intuito de jovens pilotos juntarem se a mim e de alguma forma evoluirmos em simultâneo, os resultados estão constantemente a aparecer e a evolução é visível.
Ao ver pela primeira vez sobre o Fia Rally Star fiquei logo interessado, algo que iria aproximar os simuladores da realidade, encontrei algo em que podia através de uma área em que já me havia dedicado mostrar o meu talento e ir em busca de um assento real, vendo a FIA a procura destes talentos “escondidos” percebi que de alguma forma podia ter uma chance de mostrar as minhas habilidades enquanto piloto.
Quando em Portugal lançaram as seleções de captação não hesitei e participei, conseguindo obter a minha qualificação logo na segunda passagem.
Mais perto da data entrando em contacto reunimo-nos como pilotos a representar a nação e começámos a nossa aventura. Assim partimos para Hamburgo, as emoções eram muitas, tanto o nervosismo quanto a vontade de conduzir.
Ao chegar ao circuito e vibrar com os meus colegas a correr fiquei ansioso para chegar a minha vez, mas devido a atrasos só entrei em prova no segundo dia, durante a noite a chuva fez se cair e as condições da pista não eram as melhores.
Ao entrar em prova perdi todo o nervosismo e diverti-me a correr, consegui fazer todas as voltas limpas, pequenos erros não muito relevantes, tendo melhorado 7 segundos em 3 passagens.
Infelizmente nesta prova todas as décimas contam, e fiquei a 1 décima de me apurar ao Digital Challenge, este que daria acesso direto a final, tendo em conta a minha preparação, e comparando a mesma para os apoios dados pelas federações a pilotos de outras nações não podia ficar mais satisfeito, pela primeira vez fora dos simuladores consegui ser competitivo desde o início e ficar próximos de pilotos alguns deles oficiais, e a minha evolução constante durante a minha participação não podia ter sido melhor!
Levo para casa as amizades e as experiências que aqui vivi e o orgulho de representar Portugal e os Açores num evento desta dimensão, cabe me agora tentar estar cá novamente em 2023 e ir em busca de apoios para poder dar os primeiros passos no automobilismo real, ficarei agora à espera de mais iniciativas como estas em busca de novos talentos que a nível nacional quer a nível internacional.
A prova está dada e a transição do virtual para o real é possível, o apoio da FIA vai continuar nas próximas edições deste evento, e quem sabe não será um português o próximo vencedor.
Quero também agradecer a todos os que nos apoiaram enquanto cá estivemos e dar os parabéns aos pilotos portugueses que estiveram comigo nesta aventura.”

Francisco Santos
“Consegui a minha vinda a esta primeira edição Final Europeia do projeto Fia Rally Star, com o apuramento a ser feito em Arganil neste caso em simuladores.
Quando passei a esta fase, sabia que, iria apanhar pilotos já com campeonatos feitos nos seus países, de Rally, Kartcross, e outras disciplinas, do desporto motorizado, e nesta fase final do projeto, tivemos o prazer de pilotar um CrossKart TN5, da Lifelive, que pertence ao tão conhecido Thierry Neuville.
Nesta Final Continental, já aos comandos de um carro real, o objetivo era ganhar um lugar no WRC 2023, pela equipa da M-Sport.
A minha experiência num carro real de corridas, relativamente aos outros pilotos, era zero, pois apenas tive um mini teste feito em Lousada, apoiado pelo Automóvel Club de Portugal, onde só consegui dar 12 voltas e assim realizar um primeiro contacto com um carro parecido ao que iria encontrar na Alemanha, o que não foi suficiente para ganhar a experiência que era exigida para uma competição destas.
Na sexta feira, o meu grupo de 10 pilotos era o primeiro a ir para a pista de Estering, o que tornou as coisas ainda piores para o meu lado, primeiramente porque, a pista estava muito escorregadia, a falta de tração era bastante notória, o que viria dar alguma vantagem aos grupos seguintes, com isto, também não tive oportunidade de retirar de outros pilotos, alguns pontos chaves, que se calhar me poderiam ajudar nas minhas voltas cronometradas já que 95% dos restantes pilotos eram bastantes experientes.
Tínhamos 3 tentativas, quando iniciei a última, já depois de ter feito duas passagens, e ter retirado algumas referências minhas, parti muito confiante, e sentia que vinha a melhorar o meu tempo da volta anterior cerca de um segundo, o suficiente para passar à fase seguinte, pois não vinha a cometer erros, e vinha a guiar muito rápido, infelizmente na última chicane, falhei o ponto de travagem, e quando tentei corrigir a trajetória com o travão de mão, o carro acabou por se desligar, o que não me permitiu fazer um tempo confortável para passar à 2° fase que se realizava no dia seguinte, ditando assim, o final da minha participação nesta primeira edição da Final Continental Europeia.
Embora o resultado não tenha sido o que desejava, saio orgulhoso pela minha prestação, e também consegui ver a que nível estava comparado aos outros pilotos, conseguir ver que estou muito próximo dos tempos por volta deles, mas falta-me mais experiência…
Irei guardar para o resto da minha vida, esta experiência incrível, as amizades que realizei, o ambiente incrível do Paddock, e os momentos de diversão que tive com os restantes dos portugueses, saio triste mas contente, e acima de tudo de cabeça levantada, motivado e a querer regressar já na próxima realização deste projeto, esperando também, que a nossa Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, olhe para nós, e nos dê as ‘ferramentas’ que outras federações dos outros países, deram aos seus atletas, para tentarmos lutar de igual para igual e quem sabe descobrir um futuro campeão de ralis.”

Edgar Santos, 25 anos, Coimbra
“A minha participação no FIA Rally Star considero que foi uma grande experiência, estando a competir com concorrentes de toda a Europa lutando pelo mesmo objetivo, que seria concretizar um sonho de ser piloto de rallies. Eu fiquei muito aquém das minhas expectativas, mas valeu a pena pelo convívio e pela participação. Também tive a oportunidade de conviver com pessoas ligadas ao desporto automóvel com quem pude trocar ideias e aprender mais um bocadinho acerca da realidade deste desporto.
Penso que a nossa prestação poderia ter corrido melhor se tivéssemos tido a oportunidade de ter ao nosso dispor meios para desenvolver o nosso treino, com vista em melhorar as nossas capacidades na condução, pois nós fomos apurados através de uma prova de seleção em simuladores, que é uma realidade completamente diferente daquela que viemos encontrar.
O treino que nos foi facultado para a preparação da competição foi insuficiente para o nível de exigência que encontramos na Alemanha, mas batemo-nos com bravura e dedicação para conseguirmos chegar onde chegámos, pois, apesar de não termos chegado à final, muitos concorrentes de outros países nos vieram parabenizar pelo nosso esforço e resultados.
Fiquei contente por ter tido a oportunidade de participar e por ver reconhecido pelos nossos pares a nossa prestação.”

Maria Madalena Bastos
Os seis magníficos foram em representação da nossa nação tentar trazer o melhor resultado possível para casa. Falo no meu caso, um pouco diferente do dos meus colegas, uma vez que participei na competição feminina.
Apurei-me para esta final após ter sido a piloto mais rápida em Portugal e parti para a Alemanha, acima de tudo, orgulhosa por representar o meu país.
Sabia que seria muito difícil trazer a vitória, uma vez que as outras nações tiveram uma preparação para o evento em tudo diferente da nossa, para além de que as pilotos contra quem ia competir eram já muito experientes.
Fiquei no grupo A, que conduziu às 8 horas da manhã locais, tendo encontrado uma pista com muita humidade, pouco ‘trabalhada’ e, assim, com muita falta de tração.
Para mim foi tudo novo: usar a embraiagem num carro de competição, travão de mão e até todo o ambiente competitivo onde me vi inserida.
A verdade é que não passei à segunda fase, que seria disputada no sábado, entre o top 5 feminino, o que, obviamente, deixa um amargo de boca, porque qualquer piloto a partir do momento em que coloca o capacete só pensa na vitória. Apesar disto, fica a experiência muito positiva, os contactos e portas que se poderão abrir no futuro e esta “introdução” ao mundo do desporto motorizado que tanto procurei durante anos.
Resta-me agradecer aos meus colegas, em especial ao meu irmão, todo o apoio que proporcionaram ao longo destes dias, fazendo-me sentir em casa, que é algo muito importante quando estamos a competir, e parabenizá-los pelas excelentes prestações que tiveram, batendo-se de igual para igual com grandes nomes a nível europeu.”











