“Estou feliz, não sei o que dizer porque são muitas emoções. É importante acreditar no processo. É provavelmente o maior sonho da minha vida desportiva e, quando tinha 15 anos, comecei no karting indoor antes de decidir dedicar-me aos ralis. Há três pilotos polacos campeões europeus e estar nesse grupo é muito especial.
Quero agradecer a todos os que nos apoiaram ao longo dos anos”, confessou Miko Marczyk, logo após garantir o título europeu em alta rotação e emoção contida.




Foi uma luta sem margem para erros até ao último momento. “O título foi tudo menos fácil, lutei para encontrar ritmo no asfalto seco de sábado, principalmente a abrir a estrada. Um erro na SS3 fez-me recuar e ficar atrás dos rivais diretos”, recordou Marczyk. No entanto, a desistência de Andrea Mabellini numa saída de estrada trocou as contas do campeonato e abriu caminho para a recuperação. “O abandono do Mabellini permitiu-nos subir, mas a vantagem era grande para Armstrong.”
Com o terreno molhado no domingo tudo mudou: “A chuva tornou as especiais traiçoeiras, mas consegui ganhar troços e recuperar até ao pódio.” Uma condução inteligente e sem erros na Power Stage e a regularidade em todo o ano coroaram o novo campeão.
Armstrong reage à pressão e assegura vitória croata
Jon Armstrong, protagonista do Rali da Croácia, foi claro: “O desgaste foi imenso, ganhei cinco das seis especiais de sábado, mas o importante era lutar até ao fim. Mesmo com problemas no carro, consegui segurar a liderança.” No domingo, Armstrong manteve o ritmo e fechou a época com vitória e o vice-campeonato: “Navegar as últimas quatro classificativas na chuva e vencer foi especial, mesmo não chegando ao título.”
Com este resultado, Marczyk sucede a Kajetan Kajetanowicz, último polaco a vencer o ERC, e inscreve o seu nome ao lado de Homowczyc e Zasada como campeões da mais antiga competição internacional de ralis.










