Eifel Rallye: Dia 1 – Os primeiros sinais no ‘Vulkaneifel’
Fez este ano precisamente 30 anos que em 1986 vi pela primeira vez um Rali do Mundial. Precisamente o Rali de Portugal, que como se sabe terminou para os homens da frente após a primeira passagem pela ronda dos troços de Sintra,Lagoa Azul, Peninha e Sintra. Foi esse o dia em que pela primeira vez dei de caras com os imponentes Grupos B em todo o seu esplendor e desde esse momento fiquei admirador incondicional desses carros.
Os anos passaram, e com eles vieram os Grupos A, categoria que foi crescendo e tendo carros cada vez mais competitivos, depois em 1997 vieram os WRC, e por aí adiante.
Pelo meio, foram muito poucas as vezes em que deparei ao vivo com os ‘monstros’ do Grupo B. Vi-os, por exemplo na super-especial espetáculo do Rali de Portugal de 2007, no ‘apertado’ traçado do Estádio Algarve, e muitas vezes em exposições, aqui e ali, um carro ou outro.
Com o fenómeno Youtube, foi possível voltar a ouvir o fantástico som dos seus motores, e muitas vezes imagens dos melhores eventos que um pouco por todo o lado se realizam, sendo os dois expoentes máximos o Rally Legends e o Eifel Rallye.
Depois de tanto tempo de espera, chegou finalmente a hora de, volto a dizer, 30 anos depois, voltar a sentir o chão tremer e ouvir o som perfeito dos motores dos diversos Grupos B – e não só – presentes no Eifel Rallye deste ano.
A pequena cidade de Daum, que se situa no ‘Vulkaneifel’, parte da zona de Eifel conhecida pela sua história vulcânica é o local ideal para um evento deste tipo, já que pelo menos três dias por ano o ‘vulcão’ entra em ebulição e pela cidade estão constantemente a ouvir-se a e ver-se erupções criadas pelos constantes desfiles deste autêntico museu itinerante que são os 175 carros que compõem a lista de inscritos do Eifel Rallye deste ano.
Dar de caras com os parques de assistência do Eifel Rallye é mergulhar de cabeça numa máquina do tempo. A ação só começa amanhã, mas os preparativos da prova já permitiram ver uma enormidade de carros de várias décadas – com destaque,é claro, para os Grupos B – e dar de caras a passear na rua com pilotos como Miki Biasion ou Stig Blomqvist.
A variedade de carros é absolutamente impressionante e podemos encontrar desde um pequeno francês chamado Jidé ao imponente Audi Sport Quattro E2 de Pikes Peak. Há carros para todos os gostos e é impossível não ficar impressionando, e mesmo ansioso pelo reencontro de algumas lendas dos ralis com as suas míticas máquinas. Alguns até rejuvenescem nestes dias…
Por falar em rejuvenescer, a mítica Renault 4L, já está pronta para mais uma internacionalização, isto depois de oito provas do Mundial de Ralis, três Rali de Portugal, um Rali da Madeira, um RallyLegends, e agora chegou a vez do Eifel Rallye. Desta vez a ‘4L’ – um belo exemplar nascido em 1985, que só atingiu a maioridade no Mundial de Ralis 1997 – desfila ao lado dos ‘primos’ da mesma idade…
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Mcrae
21 Julho, 2016 at 9:03
O Eifel e o Legends são actualmente dois dos ralis de sonho para qualquer adepto de ralis. Eu fui ver o rali de Portugal ao Algarve mas infelizmente não pude ir ver a SE ao estádio na 5ª feira, por isso ainda foram muito poucas as vezes que tive o privilégio de ver maquinões destes a andar.