Alexandre Camacho é o novo campeão madeirense de ralis de 2023 depois de ter vencido o Rali de Câmara de Lobos e Funchal, penúltimo evento do ano. Ao piloto do Skoda Fabia Rally2 Evo com as cores da Play e preparado pela ARC Sport, bastava a obtenção de 6 pontos para garantir o ceptro mas nem por isso arrancou para esta organização do CD Nacional menos determinado. Venceu as nove classificativas do programa, estabeleceu novos recordes e atingiu a meta com uma vantagem de 34,1 segundos para a concorrência.
O piloto navegado por Pedro Calado nem começou a temporada da melhor forma, perdendo em São Vicente um triunfo que parecia garantido após o primeiro dia de competição. No entanto, a dupla apoiada pela ARC soube dar a volta e venceu todos os ralis que disputou desde então e só falhou por um ponto a pontuação máxima no conjunto das provas da Calheta, Ribeira Brava, Machico, Vinho Madeira e o evento deste sábado.
No final da prova Camacho revelou-se “muito satisfeito com este sétimo título pois já não conquistávamos nenhum há dois anos. Esta é uma vitória de toda a equipa e uma forma de reconhecer todos aqueles que, quase incondicionalmente, nos apoiam. Agora vamos mais descontraídos para a última prova do ano mas ainda não temos planos para 2024. De qualquer forma, o modo como nos correu este campeonato abre boas perspetivas para a continuidade”.
Rival de Camacho na corrida ao título, Miguel Nunes nunca se mostrou em condições de poder bater o seu adversário. Num rali cujas primeiras classificativas ficaram marcadas elo nevoeiro e piso molhado, o piloto da Lotus usava pneus mais duros e rapidamente se viu a grande distância do seu adversário. Conseguindo, já perto do final, rodar a um ritmo mais próximo da concorrência, Nunes mostrou-se confiante de que todo o trabalho desenvolvido ali possa servir para poder fechar com sinal positivo a época.
Ao lugar mais baixo do pódio voltou a subir Miguel Caires com um menos atual Skoda Fabia R5. O piloto da E-Motion voltou a mostrar grande evolução naquela que é a sua primeira época com um Rally2 e conseguiu mesmo nalguns troços realizar tempos próximos de Alexandre Camacho e melhores que os obtidos por Miguel Nunes. José Camacho, com o Peugeot 208 T16, perdeu muito tempo com um pião, chegou a ser 13º mas ainda recuperou até à 5ª posição.
Próximo do pódio nos quilómetros iniciais esteve João Silva, quarto absoluto com o Peugeot 208 Rally4 da FX. Equipado com a borracha certa para as condições das primeiras classificativas, chegou a estar bem próximo de Miguel Caires mas depois teve que se vergar perante o maior potencial da viatura deste. No entanto, o seu domínio entre os utilizadores de viaturas de duas rodas motrizes nunca esteve em causa e acabou por terminar com um avanço de quase 3 minutos para Renato Pita nesta categoria. Por decidir no último evento do ano, a ter lugar no Faial a 3 e 4 de novembro, ficaram apenas os títulos no Troféu Eng. Rafael Costa e RGT.
João Freitas Faria











