Rally de Lisboa estreia o asfalto e lança duelo quente no Campeonato de Portugal de Ralis
Por José Luís Abreu
O Rali de Lisboa, a decorrer nos dias 29 e 30 de maio, assinala uma nova etapa no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Esta prova marca a chegada dos pisos de asfalto à época e, consequentemente, impõe aos pilotos a escolha entre competir em Lisboa ou em Castelo Branco para efeitos de pontuação. É notável que a maioria tenha optado pela prova de Lisboa, e o desfecho do próximo fim de semana poderá fornecer, para o futuro, uma indicação clara do potencial de cada um nos ralis de asfalto.
O Desafio de Rúben Rodrigues e o aumento da competitividade
Embora não vá pontuar, a presença de Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2), líder destacado do CPR graças às vitórias nas duas provas anteriores, permitirá um confronto direto com os seus rivais. A sua participação irá, seguramente, elevar a competitividade deste rali, que se estreia no campeonato sob previsão de sol e temperaturas elevadas. Este aspeto reveste-se de particular importância, pois, sem nada a perder, o piloto açoriano poderá dar um forte sinal da sua capacidade competitiva em asfalto, dado que a prova de Castelo Branco se realiza logo a seguir.
Armindo Araújo: em busca da reafirmação
Após uma prestação menos feliz no Vodafone Rali de Portugal, no que diz respeito ao CPR, devido a uma penalização de 2 minutos resultante de um problema elétrico no Skoda Fabia RS Rally2, Armindo Araújo estará desejoso de medir forças com a concorrência. Esta é uma prova da qual guarda boas recordações, tendo vencido a edição de 2023 e conquistado a Taça de Portugal. É, provavelmente, o principal favorito à vitória.
A disputa pelos lugares cimeiros
Enquanto o já mencionado vencedor das duas provas anteriores competirá sem afetar a pontuação dos seus rivais, outros pilotos surgirão empenhados na disputa pelos primeiros lugares. Destacam-se Pedro Almeida (Toyota GR Yaris Rally2), Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2), José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon HF Rally2), Ricardo Teodósio (Citroen C3 Rally2) e Hugo Lopes (Hyundai i20 N Rally2). Pedro Meireles, atual quinto classificado do CPR, não participará em Lisboa, tendo optado pela prova de Castelo Branco.
Expectativas para a performance em asfalto
Será de grande interesse acompanhar a performance dos pilotos mencionados, uma vez que, até ao momento, não existem referências em piso de asfalto no CPR deste ano. Resta saber como Pedro Almeida se adaptará ao ágil e rápido Toyota GR Yaris Rally2, se Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2) conseguirá capitalizar o ímpeto do terceiro lugar no Rali Vidreiro para voltar a brilhar, e se José Pedro Fontes tirará partido da competitividade já evidenciada em outras provas com o Lancia Ypsilon HF Rally2. Não podemos esquecer Ricardo Teodósio, que pilotará um Citroen C3 Rally2, um carro que já triunfou por duas vezes nesta prova, e Hugo Lopes (Hyundai i20 N Rally2), um forte candidato aos lugares cimeiros.
Importa sublinhar que, sendo esta a primeira prova em classificativas de asfalto, existe sempre a incerteza sobre quem se adaptará melhor. Especialmente porque, entre os líderes do campeonato, três pilotos farão a sua estreia com o carro de 2026 neste tipo de superfície: Pedro Almeida (Toyota), José Pedro Fontes (Lancia) e Ricardo Teodósio (Citroën).
Ricardo Sousa e a Categoria 2RM
Adicionalmente, aguarda-se com grande expetativa a estreia de Ricardo Sousa, o campeão de 2RM (Duas Rodas Motrizes) de 2025, ao volante de um veículo de tração integral, o Skoda Fabia RS Rally2. Este será um teste em troços que lhe são bem familiares, e no qual terá oportunidade de medir forças, entre outros, com um “velho” rival como Guilherme Meireles (Skoda Fabia Evo Rally2).
Na categoria CPR 2RM, o jovem açoriano Pedro Câmara (Peugeot 208 Rally4) chega ao Rali de Lisboa como líder, fruto da vitória em Amarante. Contudo, o cenário será agora consideravelmente distinto, não apenas em termos de piso, mas também devido ao maior conhecimento do terreno por parte dos seus adversários. Entre estes, salienta-se João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4), que em 2022 triunfou nesta prova na classificação absoluta com um Peugeot 106. A disputa pelos lugares cimeiros promete ser renhida e emocionante.
O Arranque do FPAK Júnior Team 2026
A terceira prova do CPR de 2026 assinalará o início do FPAK Júnior Team 2026, uma competição que congrega sete duplas. Aos pilotos que repetem a participação, Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) e José Lima (Peugeot 208 Rally6), juntam-se, aos comandos de Peugeot 208 Rally6, os cinco selecionados para esta temporada: Ricardo Soares, Guilherme Nunes, Gustavo Silva, Mário Matias e Leandro Costa.
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