A ‘derrapagem artística’ deverá ser o item de maior importância para o ‘Juíz Cronómetro’ no Rali Serras de Fafe.
A chuva que já caiu nas Serras de Fafe, Cabreira e zonas de Felgueiras e Boticas irá fazer com que a prova da Demoporto tenha um nível de dificuldade quase extremo – devido à muita lama que se antevê na estrada – sendo a qualidade da execução de cada piloto decisiva.
Claramente, espetáculo é algo que não vai faltar e se neste caso os carros não vão andar tão depressa, pelo menos vão certamente ‘dançar’ bastante mais, tornando a prova completamente imprevisível.
Os pneus serão absolutamente decisivos, e o facto dos principais protagonistas levarem pneus de marcas distintas, Pirelli, Michelin e Hankook, pode ser muito importante para o desenrolar da prova.
O pneu Pirelli tem um corte mais aberto que pode ser melhor na lama, mas se a temperatura for muito baixa, os Michelin costumam adaptar-se melhor e já provaram ser muitos bons em Fafe. Já os Hankook são uma incógnita para já em termos nacionais. Esta questão tem tudo para baralhar as contas, mas neste momento é incerto como estarão os troços. À partida, não faltará lama e água e se amanhã chover ainda mais do que hoje choveu em Fafe, ainda pior.
A ordem de partida será outro fator importante e quem deverá ter a maior prioridade FIA são Dani Sordo e Mārtiņš Sesks, e devem ser eles a arrancar na frente, seguindo-se a ordem do CPR 2024, Kris Meeke, Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes, Pedro Almeida, etc… Curioso será ver onde vai parar Rúben Rodrigues.
Tendo em conta o que se antevê para a prova, as condições da estrada, os pneus e a ordem na estrada, serão determinantes. É esperar para ver…








