O Europarque em Santa Maria da Feira é um excelente local para albergar uma prova de ralis, tem todas as condições possíveis e imaginárias para o efeito, todas as salas que um rali precisa para toda a sua logística, e para o provar basta ver que o próprio Rali de Portugal já por aqui ficou no passado. A ideia concretizada das duas super-especiais foi boa, porque colocar os ralis bem na frente dos olhos das pessoas é sempre a melhor forma para que algumas delas, que nunca tenham contactado com a realidade da modalidade fiquem curiosas e dessa forma podem-se ganhar adeptos que vão querer saciar essa curiosidade, mas só há um ponto que queremos alertar.
Compreendendo que a forma como foi feito é a que mais jeito dá, por motivos óbvios, pois espaço é coisa que não falta no Europarque a verdade é que nas últimas duas provas do Nacional de Ralis, Mortágua e agora Casino de Espinho, deparámos com dois parques de assistência, longe da vista e longe do coração. O Parque de assistência do Rali de Mortágua é quase inacessível a quem não esteja credenciado e mesmo assim para lá chegar não é nada fácil. Só o faz quem precisa e está a trabalhar, lógico e agora no Europarque a caravana do Nacional de Ralis ficou bem ‘escondida’ atrás de um pavilhão. Sendo possível lá chegar, não é fácil. Reforçando o facto de compreender porque estes dois parques de assistência são onde são, fica aqui o alerta para os ganhos para a modalidade de fossem num local bem mais central, com maior facilidade de acesso do público. Vejam, por exemplo, onde foi o parque de assistência do Rali de Castelo Branco, ou o do Rallye de Fafe para perceber as diferenças entre parques cheios de público ou quase incógnitos.









