O sétimo título de Armindo Araújo é um feito fantástico de um piloto que me parece ser o melhor de todos os tempos nos ralis em Portugal. É logicamente, a minha opinião.
Portugal teve e tem grandes pilotos, mas nunca um que não só tenha levado a sua carreira tão longe, como ainda se dá ao luxo de, depois de cinco anos fora dos ralis, regressar e alcançar mais três títulos em cinco anos.
Claro que isso só é possível não só com a qualidade do piloto, mas muito também de quem ele se rodeia, e a estrutura que o acompanha há muito tem muitas culpas no cartório’.
Nestes últimos anos em que tenho estado mais por dentro do CPR, posso dizer que conheço bem os pequenos detalhes, que todos juntos fazem a diferença naquela estrutura. Armindo Araújo é só a face visível de uma máquina muito bem oleada, que falha muito pouco.
Aliás, posso traçar um paralelo com a transformação que assisti, também nos últimos anos na estrutura #24 de Ricardo Teodósio. Era o piloto e o seu navegador, o José Teixeira que tinham em mãos 1001 coisas para fazer e tratar, mas quando a estrutura cresceu muito e passou a haver também uma máquina bem engrenada, os resultados depressa ficaram à vista, com o piloto e navegador a preocuparem-se quase exclusivamente com o que melhor sabem fazer, pilotar e navegar, e não é por acaso que nos últimos cinco anos, só ambos, Armindo e Teodósio ganharam campeonatos.
E isso não significa que os ‘outros’ não sejam bons ou não tenham estruturas boas.
Mas estas duas trabalharam melhor.












