CPR: Rali de Mortágua decide títulos
Realiza-se no próximo fim de semana o Rali de Mortágua, prova de encerramento do Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo e Ricardo Teodósio são os dois candidatos, e a balança pode pender para qualquer dos lados…
Tudo ou nada! O Campeonato de Portugal de Ralis vai decidir-se no Rali de Mortágua, com Armindo Araújo e Ricardo Teodósio a serem os únicos dois candidatos ainda com hipóteses matemáticas de chegar ao título.
Armindo Araújo depende exclusivamente de si próprio, mas Ricardo Teodósio não. As contas, explicamos mais à frente.
Este ano, para não fugir à regra, será de calculadora na mão que as ‘entourage’ das duas formações vão enfrentar o evento. Depois dos resultados obtidos no ‘Vidreiro’, Bruno Magalhães e José Pedro Fontes deixaram de ter hipóteses matemáticas de chegar ao título.
Organizada pelo Clube Automóvel do Centro, o Rali de Mortágua oferece ‘palcos mundiais’ para a decisão.
Os troços escolhidos pelo CAC, regra geral, já foram todos utilizados no antigo e no mais recente Rali de Portugal.
A prova realiza-se nos dias 5 e 6 de novembro, sexta e sábado, onde se vai conhecer o novo campeão da modalidade. A prova pontua para o Campeonato Portugal de Ralis, Campeonato Portugal Júnior de Ralis, Taça de Portugal de Ralis RC2N, Campeonato Centro de Ralis e Desafio Kumho Centro e é composta por duas passagens pelas quatro provas especiais de classificação distintas, todas em pisos de terra.
O ‘Shakedown’ e a Qualificação terão lugar na tarde de sexta-feira, às 14h00, na zona da Gândara.
O rali disputa-se todo no dia seguinte e com partida (9h00) e chegada (16h25) junto da Câmara Municipal de Mortágua, as equipas enfrentam Moitinhal/C. Calvos (7,99 km), às 9h50 e 13h40; Santuário/Palheiros (12,93 km) às 10h10 e 14h00; Laceiras/Tojeira (13,25 km) às 10h48 e 14h38; Felgueira (18,00 km), às 11h25/15h15.
Refira-se que o Rali de Mortágua não esquece o passado e conserva a memória de Claudino Romeiro e José Regêncio, entregando um troféu com os seus nomes ao vencedor absoluto da prova. Trata-se de um acontecimento que homenageia duas grandes figuras que muito deram ao Clube Automóvel do Centro e que muito diz no seio dos desportos motorizados e dos ralis em particular em Portugal.
Quanto às contas, são globalmente simples: Para Armindo Araújo, líder atual da classificação, ser campeão, basta-lhe ser segundo, se Ricardo Teodósio vencer e assegurar os três pontos da PowerStage. Se o algarvio cumprir este pressuposto, vencer o rali e a PowerStage, a Armindo Araújo bastam-lhe os 20 pontos do segundo lugar, mesmo não pontuando na PS. Ou 17 do terceiro e mais dois na PS. Tanto faz. Claro que pelo meio há inúmeras hipóteses, até porque tanto Bruno Magalhães como José Pedro Fontes ou mesmo Miguel Correia, todos eles podem vencer este rali, pois já mostraram ao longo deste ano e não só, capacidades para isso.
Portanto, o facto de referirmos Armindo Araújo e Ricardo Teodósio nas primeiras posições, esse não é, nem de perto, um dado adquirido e é bom que se tenha consciência disso pois qualquer um deles ou todos podem interferir diretamente na contabilidade do título.
Resumindo, estão reunidos todos os ingredientes para um grande rali, a começar logo pela qualificação, pois todos sabemos a importância da ordem na estrada, especialmente neste rali. O que não sabemos é como vai estar a meteorologia. Se estiver seco, partir mais atrás é importante, porque a estrada fica mais ‘limpa’. Com chuva e consequentemente, lama, as contas fazem-se de forma diferente e aí depende se há muita ou pouca… lama.
Portanto, basicamente, tudo pode ainda acontecer.
Em 2021, o Campeonato de Portugal de Ralis volta a decidir-se na última prova, mas desta feita e pela primeira vez em muito tempo, não é no Algarve. A honra desta feita pertence a Mortágua.
Recordando o que se passou nos últimos cinco anos, 2017 fica marcado por uma decisão de título épica, com Carlos Vieira a vencer o Rali do Algarve, e a bater Pedro Meireles na tabela final do campeonato por escassos 0.4 pontos. Imagine-se!
Em 2018, depois de uma época marcada por quatro vencedores distintos em oito provas, a competição chegava ao Algarve com Armindo Araújo na frente da classificação geral, dispondo de uma boa vantagem. Acabou mesmo por vencer o rali e foi campeão.
O ano de 2019 foi de festa para Ricardo Teodósio, que chegou ao Algarve numa posição semelhante a Armindo Araújo, um ano antes. O algarvio geriu bem o seu rali e apesar do triunfo de Bruno Magalhães, Teodósio alcançou o que é até este momento o seu único título nacional.
No ano passado, 2020, a competição terminou antes do previsto. Armindo Araújo e Bruno Magalhães saíram do Rali Terras d’Aboboreira com tudo por decidir no Algarve, mas o cancelamento definitivo da prova, devido à pandemia levou a um epílogo que ninguém quis, pois os concorrentes acabaram por decidir tudo na Aboboreira…sem saber.
Portanto, pelo quinto ano consecutivo as contas vão em aberto para a última prova e não só em termos absolutos, pois também os duas rodas motrizes, estão por decidir. No Campeonato Centro de Ralis, André Cabeças já assegurou o título antecipadamente no Vidreiro.
Resumindo, será o 7º de Armindo Araújo ou o 2º de Ricardo Teodósio?
LISTA DE INSCRITOS – CLIQUE AQUI
Horários
Sexta-feira, 5 de Novembro
Shakedown Gândara 14h00
Sábado, 6 de Novembro
PE1 Moitinhal/C. Calvos 7,99 km 9h50
PE2 Santuário/Palheiros 12,93 km 10h10
PE3 Laceiras/Tojeira 13,25 km 10h48
PE4 Felgueira 18,00 km 11h25
Assistência
PE5 Moitinhal/C. Calvos 7,99 km 13h40
PE6 Santuário/Palheiros 12,93 km 14h00
PE7 Laceiras/Tojeira 13,25 km 14h38
PE8 Felgueira 18,00 km 15h15
Palmarés
1956 Fernando Stock
1957 Horácio Macedo
1958 José Luís Abreu Valente
1959 José Luís Abreu Valente
1960 José Manuel Pereira
1961 Horácio Macedo
1962 José Baptista Dos Santos
1963 Horácio Macedo
1964 Fernando Basílio Dos Santos
1965 César Torres
1966 Manuel Gião
1967 Américo Nunes
1968 Américo Nunes
1969 Não Houve Campeão Absoluto
1973 Não Houve Campeão Absoluto
1974 Não Se Realizou
1975 Manuel Inácio
1976 António Diegues
1977 Giovani Salvi
1978 Carlos Torres
1979 José Pedro Borges
1980 Santinho Mendes
1981 Santinho Mendes
1982 Joaquim Santos
1983 Joaquim Santos
1984 Joaquim Santos
1985 Joaquim Moutinho
1986 Joaquim Moutinho
1987 Inverno Amaral
1988 Carlos Bica
1989 Carlos Bica
1990 Carlos Bica
1991 Carlos Bica
1992 Joaquim Santos
1993 Jorge Bica
1994 Fernando Peres
1995 Fernando Peres
1996 Fernando Peres
1997 Adruzilo Lopes
1998 Adruzilo Lopes
1999 Pedro Matos Chaves
2000 Pedro Matos Chaves
2001 Adruzilo Lopes
2002 Miguel Campos
2003 Armindo Araújo
2004 Armindo Araújo
2005 Armindo Araújo
2006 Armindo Araújo
2007 Bruno Magalhães
2008 Bruno Magalhães
2009 Bruno Magalhães
2010 Bernardo Sousa
2011 Ricardo Moura
2012 Ricardo Moura
2013 Ricardo Moura
2014 Pedro Meireles
2015 José Pedro Fontes
2016 José Pedro Fontes
2017 Carlos Vieira
2018 Armindo Araújo
2019 Ricardo Teodósio
2020 Armindo Araújo
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