Guilherme Meireles e Pedro Alves, ao volante do Peugeot 208 Rally4, assinalaram uma performance estratégica no Rali da Água Transfronteiriço – Eurocidade Chaves-Verín. A dupla alcançou o décimo lugar na geral, mas celebrou a vitória entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) 2 Rodas Motrizes e garantiu o segundo posto na Peugeot Rally Cup Portugal. Este resultado revela-se uma operação bem-sucedida, permitindo-lhes recuperar pontos cruciais face a Ricardo Sousa e Henrique Moniz no CPR 2RM.

Para Guilherme Meireles, o balanço da prova é “friamente positivo”, um desfecho que espelha a complexidade de gerir a participação em duas competições distintas. A equipa definiu, de forma clara, o CPR 2RM como o seu “objetivo prioritário”, reservando a Peugeot Rally Cup Portugal como uma meta secundária, a ser alcançada “caso consigamos”. Esta abordagem permitiu-lhes focar os esforços onde a recuperação de pontos era mais vital.
A luta na Peugeot Rally Cup e o ritmo de Rafael Rêgo
Apesar da ambição, a dupla de Meireles e Alves viu-se afastada da disputa pela vitória na Peugeot Rally Cup Portugal devido a incidentes na etapa inicial. “Ontem, com os azares que tivemos no segundo troço e o erro que eu cometi no terceiro, automaticamente ficámos excluídos da luta pela Peugeot Rally Cup Portugal”, admitiu Meireles. O piloto reconheceu ainda a superioridade de Rafael Rêgo, que impôs um ritmo “muito forte” em condições desafiadoras. Meireles ponderou que, para igualar Rêgo, teria de “correr riscos, que não queríamos”, preferindo manter um “ritmo natural intermédio”, que o colocou à frente dos restantes pilotos do campeonato.
Imprevisto na Power Stage não compromete vitória no CPR 2RM
A Power Stage trouxe um momento de apreensão para a dupla. “Agora na Power Stage tivemos um azar dos diabos, um pião que nos fez perder algum tempo, mas felizmente correu tudo bem e conseguimos levar a vitória que era o mais importante”, relatou Meireles. O incidente ocorreu logo no início do troço, numa “zona muito suja, muito difícil”, onde a traseira do carro “passou-se”, resultando na perda de “cerca de 10-15 segundos”. Contudo, a margem de segurança acumulada foi suficiente para assegurar a vitória no CPR 2RM, demonstrando a resiliência e a capacidade de gestão da equipa perante os contratempos. A estratégia focada no campeonato revelou-se acertada, garantindo um triunfo essencial para as contas da época.










