Após Castelo Branco, Rúben Rodrigues comanda Campeonato de Ralis: o que esperar das próximas provas?
Com os resultados do Rali de Castelo Branco, o Campeonato de Portugal de Ralis atinge o marco de duas provas que os concorrentes tinham como opção para pontuar – o Rali de Lisboa e o Rali de Castelo Branco. No final destas provas, é possível analisar a classificação “real” da competição, uma vez que, neste momento, todos os concorrentes já obtiveram a sua pontuação, resultante da prova que escolheram.
Com o triunfo no Rali de Castelo Branco, Rúben Rodrigues é agora o líder da competição, depois de ter alcançado a sua terceira vitória em três ralis, ficando a apenas quatro pontos da pontuação máxima possível, dado que não pontuou na Power Stage da Aboboreira e foi segundo no Rali de Portugal. Um começo de campeonato fulgurante, de um piloto que é agora o grande favorito a vencer o Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.
O açoriano soma 80 pontos e lidera com 16 pontos de vantagem sobre Pedro Almeida, vencedor do Rali de Lisboa, que soma 64 pontos resultantes de uma vitória e mais dois pódios.
José Pedro Fontes é terceiro com 48 pontos: foi quarto na Aboboreira, sexto no Rali de Portugal e segundo no Rali de Lisboa, três pontos à frente de Gonçalo Henriques, que foi sétimo na Aboboreira, segundo no Rali de Portugal e quinto em Lisboa.
Pedro Meireles também optou por pontuar em Castelo Branco e, por isso, subiu para quinto no campeonato, tem agora 41 pontos, mais dois do que Armindo Araújo, que soma 39, depois de um pódio na Aboboreira, um nono posto no Rali de Portugal e sexto no Rali de Lisboa, num começo de época bastante abaixo das suas expectativas.
Com os mesmos pontos está Ricardo Teodósio, com um sexto, quinto e quarto lugares nas três provas realizadas.
Ainda falta muito campeonato pela frente, com cinco provas, e os concorrentes podem somar oito resultados, mas descartam o seu pior resultado. Considerando o que ainda falta, é, obviamente, muito cedo para se falar em decisões, mas a verdade é que o equilíbrio entre os concorrentes da frente neste campeonato é notório.
Na Aboboreira, três concorrentes (Rúben Rodrigues, Armindo Araújo e Pedro Almeida) ficaram separados por 7,7s; no Rali de Portugal, Rúben Rodrigues e Gonçalo Henriques foram separados por 9,6s no final; no Rali de Lisboa, a prova foi decidida por 1,0s; e só agora em Castelo Branco, sem a presença de cinco dos concorrentes do top 8 do CPR, a margem entre primeiro e segundo foi de 30,3s.
E o que isto nos diz?
Diz-nos que o campeonato está muito mais equilibrado do que mostram as três vitórias de Rúben Rodrigues e a outra de Pedro Almeida. Por isso, daqui para a frente, muito ainda poderá suceder no topo da competição. O facto de haver vários concorrentes com condições de obter pódios e, eventualmente, vitórias, é mais um fator que joga a favor de Rúben Rodrigues, pois quanto mais divididos forem os pódios e os lugares pontuáveis das restantes cinco provas, melhor será para si, porque até aqui só obteve resultados máximos, ou seja, vitórias.
No Rali da Madeira é provável que tenha mais dificuldades — foi sexto do CPR em 2025 — mas este ano é expectável que o faça bem melhor. Em Chaves 2025 foi terceiro, desistiu em Fafe, foi sétimo no Vidreiro, pelo que o panorama lhe sorri, mas tem trabalho para fazer.
Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Gonçalo Henriques, Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, Hugo Lopes, todos eles têm condições para disputar pódios ou mesmo vitórias. Por isso, apesar da margem atual, há ainda cinco ralis do CPR pela frente e muita coisa poderá ainda suceder.
Veja como está o campeonato.










