O Nacional de Ralis decide-se no Algarve, entre Pedro Meireles e Carlos Vieira, mas a prova do CAA é também a final do Final do European Rally Trophy, pelo que a sul marcam presença um bom conjunto de equipas estrangeiras.
É já no próximo fim de semana, a prova que vai decidir o Nacional de Ralis. Pedro Meireles e Carlos Vieira partem para a derradeira prova da competição separados por 8.34 pontos, sendo que tendo em conta que o rali tem 13 troços, a vitória em cada um vale 0.38 pontos, significa que há ainda muitas possibilidades em aberto no que ao título diz respeito.
Logicamente a faca… e uma boa fatia de queijo estão na mão de Pedro Meireles, mas o piloto do Skoda Fabia R5 não pode facilitar: “Estamos na frente, o Carlos Vieira é que tem que ir atrás do prejuízo, ele é que tem de arriscar e nós vamos fazer o nosso rali o melhor possível. Logicamente que vamos, à medida que o rali se vai desenrolando, adotando a tática mais indicada a situação e basicamente vai ser isso. Sabemos que no asfalto pode haver algum favoritismo da parte do Carlos Vieira e do Citroën, mas vamos tentar contrariar isso. Não nos podemos também esquecer do Ricardo Moura e do Carlos Martins, que penso poderem ser dois pilotos que podem entrar na luta pelo rali e pelos pontos, e por isso podem condicionar a decisão. Há ali quatro pilotos que podem lutar pelas vitórias nos troços em termos de CNR e logicamente vamos ter que lutar os quatro. Vamos fazer o nosso rali, tranquilos, sem pressão e adotar a tática ao desenrolar do rali, basicamente é isso. O Carlos é que vai ter que entrar com outra postura e outra toada…” disse Pedro Meireles.
Curiosamente, está também nas mãos de Carlos Vieira chegar ao título. Não sendo uma tarefa fácil, pode lá chegar. Tem de somar mais que os tais 8.34 pontos. Dando apenas como exemplo uma das muitas possibilidades, se Vieira vencer e Meireles for segundo, Vieira precisa ainda de ir buscar os 3.34 pontos com triunfos em especiais, o que com Ricardo Moura e Carlos Martins, e o próprio Meireles, claro, presentes, não será tarefa fácil: Estou confiante. Honestamente ser vice-campeão no meu segundo ano a tempo inteiro nos ralis já é alguma coisa. Não é muito, mas também não é nada mau. E por isso vamos para o Algarve tentar dar o máximo, sem ter nada a perder, pelo menos vice-campeões já somos. Os únicos que ainda podem inverter as posições sou eu e o Pedro Meireles. Ele para já vai com a sua situação mais facilitada, tem 8,34 pontos de vantagem o que lhe permite gerir um bocadinho o rali, porque para nós, só a vitória, só por si, pode não dar o campeonato, dependendo da posição dele. Não sei o que o Ricardo (Moura) e o Carlos (Martins), que está parado há algum tempo podem fazer. Se eu ganhar e o Pedro (Meireles) ficar em segundo, pode não dar, pelo que a única saída aqui é pensar em mim, tentar, para além do triunfo no rali, ganhar o máximo de classificativas possíveis, se possível as classificativas que me garantam o título, que são 11 (0,38×11=4,18 pontos). Para além disso acho que a minha vida está um pouco mais facilitada no asfalto, porque vou com um carro que já guio há dois anos e é um piso em que me sinto mais confortável. Penso que em Mortágua abrirmos uma janela de oportunidade que o Pedro Meireles não devia ter deixado abrir e agora estamos nesta posição e vamos dar o máximo possível. Conseguimos em Mortágua ficar a depender apenas de nós para sermos campeões e agora vamos tentar não deixar que a oportunidade fuja. Existem vários fatores, os adversários são competitivos e há ainda as questões técnicas e outras, são carros de corrida, mecânica, tudo tem que acompanhar, estar alinhado. Este ano acabei por não ter muito a estrelinha, pois a única vez em que saímos de estrada furámos o radiador e desistimos, e por exemplo o Pedro Meireles bate em Mortágua, o carro fica maltratado e continua, portanto a estrelinha brilhou menos para mim mas pode ser que agora seja melhor…” disse Carlos Vieira.
Por tudo isto, resta aguardar para ver o evoluir da prova. Se for Meireles o campeão, repete 2014, Caso seja Vieira, será uma estreia.
Nas duas rodas motrizes, Pedro Antunes lidera destacado, mas Gil Antunes ainda tem possibilidades matemáticas de chegar ao título. Nesta prova, destaque ainda para a presença de Diogo Gago e Diogo Soares aos comandos de 208 R2.
Para além disso, o Rallye Casinos do Algarve recebe a final do ERT, European Rally Trophy, dando assim a possibilidade dos cinco melhores classificados das quatro categorias que compõem os sete troféus regionais que fizeram parte desta competição em 2017, disputarem a conquista de um troféu europeu sob a égide da FIA.
Destaque-se a presença um total de oito carros da categoria R5 estrangeiros. O Rallye Casinos do Algarve é composto por 13 especiais de classificação e disputa-se nos dias 17 e 18 de novembro, passando pelos concelhos de Lagos, Portimão e Monchique.
Sexta-feira, 17 de Novembro
08:00h ás 11:00h Shakedown , Autódromo I. do Algarve
15:00h Partida para a 1ª Etapa Passeio Ribeirinho – Portimão
16:10h / 17:41h PE 1 / PE 3 Marmelete
16:43h / 18:14h PE 2 / PE 4 Serenada
19:14h Reagrupamento Passeio Ribeirinho – Portimão
21:03h PE 5 – Super Especial Lagos
22:28h Final 1ª Etapa Passeio Ribeirinho – Portimão
Sábado, 18 de Novembro
08:00h Partida para a 2ª Etapa Passeio Ribeirinho – Portimão
09:00h / 10:36h PE 6 / PE 8 Monchique
09:48h / 11:34h PE 7 / PE 9 Chilrão
12:34h Reagrupamento Passeio Ribeirinho – Portimão
15:17h / 17:18h PE 10 / PE 12 Nave Redonda
16:15h / 18:03h PE 11 / PE 13 Fóia
19:13h Final do Rali CH 13B Passeio Ribeirinho – Portimão
19:30h Cerimónia de Pódio / Entrega de Prémios Hotel Algarve Casino









