5 anos de emoções fortes no Rali da Madeira: domínio madeirense e batalhas ao segundo

Por a 29 Julho 2025 09:18

O Rali Vinho da Madeira tem sido, ao longo das suas edições mais recentes, um verdadeiro palco de espetáculo, emoção e domínio por parte dos pilotos da casa. Entre 2020 e 2024, a prova organizada pelo Club Sports da Madeira manteve-se como uma das mais competitivas e imprevisíveis do calendário, tanto a nível regional como nacional, no CPR.

Em cinco anos, houve quatro vitórias madeirenses e uma estrangeira, num ciclo dominado especialmente por Alexandre Camacho, com um triunfo de Miguel Nunes, mas onde também surgiu o nome de Diego Ruiloba, a baralhar as contas da frente.

A consistência e rapidez dos pilotos locais tem sido um fator-chave nestas edições. Em estradas altamente técnicas e exigentes, onde o conhecimento do terreno faz toda a diferença, hoje em dia com carros semelhantes como são os Rally2, os madeirenses brilharam ao mais alto nível.

Desde o sonho concretizado por Miguel Nunes em 2020, passando pelo domínio quase absoluto de Alexandre Camacho entre 2021 e 2023, até à surpreendente, vitória do espanhol Diego Ruiloba em 2024, os últimos cinco anos foram marcados por ralis de elevada intensidade, onde a luta pela vitória raramente se resolveu antes da última secção da prova.

Os protagonistas das últimas edições

Ao longo destes cinco anos, os nomes de Alexandre Camacho e Miguel Nunes destacaram-se pela frequência com que lutaram pelas vitórias. Camacho venceu três (2021, 2022 e 2023 e mais três anteriormente), tornando-se o mais vitorioso de sempre na prova.

Miguel Nunes, sempre combativo, foi vencedor em 2020 e somou vários pódios nos anos seguintes. José Pedro Fontes, embora não sendo madeirense, conseguiu brilhar com vários pódios e vitórias na vertente nacional (CPR). Outros pilotos como Pepe Lopez, Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, e Armindo Araújo também marcaram presença regular nos lugares da frente, mesmo sem triunfos absolutos.

No CPR, em 2020 e 2021 ‘venceu’ Bruno Magalhães (Hyundai), em 2022 e 2023 foi a vez de José Pedro Fontes (Citroën) enquanto no ano passado o ‘triunfo’ para Armindo Araújo.

Grandes lutas

Voltando para a ‘geral’, em 2020, Miguel Nunes chegou aí com 19.7s de avanço e controlou até final vencendo com 13.1s de avanço para Alexandre Camacho, em 2021, Miguel Nunes terminou a manhã do último dia com 6.7s de avanço para Alexandre Camacho, que foi recuperando terreno troço a troço, para 5.3s, 3.9s, 1.7s na penúltima especial e na última, toque e abandono do Miguel Nunes, entregaram a vitória a Camacho.

Em 2022, Alexandre Camacho passou para a frente do rali e de Bruno Magalhães (Hyundai) no fim da manhã último dia, ficando com 2.7s de avanço, que Camacho passou para 7.8s no troço seguinte, com Bruno Magalhães logo a seguir a perder uma roda no seu Hyundai, com Camacho a ficar com 15.8s de avanço para Miguel Nunes, com a margem final a ficar nos 11.5s.

Em 2023 a luta de Alexandre Camacho foi com Giandomenico Basso, a margem era de 15.3s no final da manhã do ultimo dia, ainda desceu para 14.1s, logo a seguir, mas Camacho não deu hipóteses e venceu com 20.6s de avanço.

Em 2024, com Alexandre Camacho a estrear-se com um Toyota GR Yaris Rally2, deu boa luta a Diego Ruiloba, chegaram ao fim da última manhã separados por 3.6s, Camacho atacou e desceu a diferença para 3.0s, 2.9s, mas Ruiloba reagiu e colocou-a em 5.4s na penúltima especial, ganhando logo a seguir o rali por 3.7s.

Como se percebe, não tem faltado equilíbrio, com os homens da casa e “puxar dos galões” a vencer a maioria das provas, mas este ano tudo aponta para que o equilíbrio seja ainda maior, havendo também mais candidatos ao triunfo, já que a juntar aos madeirenses que mais se destacam, Alexandre Camacho, Miguel Nunes e João Silva, tem que se contar com os melhores do CPR, com Kris Meeke e Dani Sordo à cabeça, para além ainda de Diego Ruiloba a querer repetir o feito do ano passado e Simone Campedelli a querer ‘vingar-se’ do que lhe sucedeu no ano passado.

Pilotos em destaque (2020–2024)

Alexandre Camacho

2020: 2º lugar, atrás de Miguel Nunes.

2021: Vitória após recuperação dramática; ultrapassou Nunes na última especial.

2022: Nova vitória, tornando-se o primeiro com 5 triunfos.

2023: Sexto triunfo, superioridade face a Basso.

2024: 2º lugar com o novo Toyota GR Yaris, após 10 meses sem competir.

Síntese: O ‘rei’ da Madeira consolidou o seu estatuto com domínio quase absoluto.

Miguel Nunes

2020: Vitória justa e merecida após vários anos de tentativas.

2021: Abandono na última especial quando liderava.

2022: 2º lugar, forte e rápido, mas insuficiente para bater Camacho.

2023: Fora dos três primeiros.

2024: 4º lugar e melhor do CRM (melhor madeirense foi Camacho que não ‘fez’ o CRM).

Síntese: Consistência e velocidade que podiam ter rendido mais triunfos.

José Pedro Fontes

2020: Fora do top 3 (6º), dificuldades de afinação.

2021: 3º lugar absoluto, com presença sólida.

2022: 3º lugar e vitória no CPR.

2023: 3º da geral e vencedor do CPR.

2024: Abandono inglório na última especial quando liderava no CPR.

Síntese: Um especialista do CPR na Madeira, sempre competitivo e perto do topo.

Pedro Paixão

2020: Grande andamento e pressão sobre Nunes até quebra mecânica.

2021: Recuperação até 4º após furo inicial.

Síntese: Um talento puro da ilha, um piloto com largo futuro, com performances muito promissoras, mas que o destino fez com que nos deixasse cedo demais.

Armindo Araújo

2020: 7º da geral, alguns problemas mecânicos.

2021: 8º, sem grande ritmo, longe da frente.

2022: 4º da geral, na luta pelo CPR.

2023: 5º da geral e 2º do CPR.

2024: 3º da geral e vencedor do CPR.

Síntese: Foi melhorando de forma consistente e venceu no ano passado.

Ricardo Teodósio

2020: 8º da geral, longe da frente.

2021: 7º, discreto.

2022: 7º da geral.

2023: 7º da geral e 3.º no CPR.

2024: 5º da geral e 2.º no CPR.

Síntese: Dois pódios no CPR, mas um rali mais complicado no que toca à geral para o algarvio.

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