Carlos Martins estreou-se no Rali Casinos do Algarve com o Porsche 997 GT3 Cup da equipa Sports & You, guiado ao longo da temporada de asfalto do Campeonato Nacional de Ralis por José Pedro Fontes, tendo terminado a prova num 12º lugar e com pouca vontade de repetir a experiência.
O piloto de Serpa sentiu algumas dificuldades em mostrar-se competitivos e em adaptar-se ao carro alemão. Na sua ótica, “no primeiro dia do rali fizemos logo um pião que condicionou o resto do andamento. Percebi logo que precisa de fazer muitos quilómetros para conseguir tirar partido do Porsche e, depois no segundo dia, já andei melhor mas não acertámos com as escolhas de pneus. Quando pusemos pneus macios, entendi-me melhor com o carro, mas eram demasiado macios e sobreaqueceram”.
Ainda segundo Martins, “sei que fiquei muito longe do que o carro tem para dar, mas, efetivamente, faltaram-me muitos quilómetros de adaptação pois o carro é muito difícil de guiar e talvez o tenha subvalorizado ou sobrevalorizado a minha condução”.
E se piloto que habitualmente guia o Mitsubishi Lancer Evo 9 R4 não tem dúvidas que “se tivesse levado esse carro para a ‘Taça’, provavelmente tê-la-ia ganho mas com o Porsche isso esteve sempre muito longe”. Carlos Martins participou no Rali Casinos do Algarve com o carro germânico com o intuito de perceber se essa seria uma boa aposta para 2015 e tirou as suas conclusões: “acho que com esta prova tirei todas as dúvidas de que não vou apostar neste carro. Não tenho dúvidas que o carro é muito bom, mas acho que a continuidade com o Mitsubishi ou, eventualmente, passar para um S2000 e, no melhor dos cenários, para um R5, é o passo certo”.
Relativamente à opção S2000 ou R5, Martins considera que “o S2000 é melhor aposta, nesta altura, pois apesar dos custos de manutenção serem mais elevados, o investimento inicial é muito menor, mas não decidi ainda o que vamos fazer em 2015″.
Foto: Zoom Motorsport








