Os responsáveis do WRC continuam com um forte dilema que passa pela tentativa de colocarem no calendário, provas fora da Europa, no Campeonato do Mundo de Ralis, mas as que existem, mesmo que estejam na competição há várias décadas, continuam sem ter o mesmo sucesso da maioria dos eventos europeus, exceção feita ao Rali da Argentina, que também não chega sequer perto do número de inscritos das provas europeias. Sendo verdade que o sucesso duma prova não se determina somente pelo número de inscritos, esse é um excelente indicador da forma como a modalidade penetrou nesse país.
O mais recente exemplo é a Austrália, que presente no calendário desde 1989 (com uma ou outra intermitência) que só conseguiu reunir um leque de trinta inscritos para a sua prova que se realiza dentro de duas semanas. Para as equipas da Europa, que são todas as ‘oficiais’ e mais algumas é a viagem mais longa do ano. Desta feita apenas nove equipes locais se inscreveram no Rali da Austrália, num evento em que o principal destaque poderá ser Chris Atkinson, que compete pela equipa de fábrica da Hyundai no segundo i20 WRC.
É um problema sem fácil resolução, mas a verdade é que um Campeonato do Mundo não se pode resumir ao continente Europeu. Faz falta a diversidade, e a verdade é que todos os países construíram a sua história na modalidade, ela não veio do nada, e com as novas provas isso pode também acontecer. O problema do WRC é bem mais profundo, e os tempos de ralis com 305 inscritos como o Monte Carlo de 1982 ou 278 como o Monte Carlo de 1973 já lá vão há muito…







