Tendo em conta o nível a que hoje em dia se correm os ralis, há detalhes, normalmente desconhecidos do grande público, que fazem toda a diferença na prestação de um piloto. Por vezes a análise inicial é consubstanciada somente nos registos conseguidos, mas por trás existe sempre uma história, ou uma razão que justifica determinada situação. Isto a propósito da prestação de Bruno Magalhães no SATA Rali dos Açores, que careceu de um apoio que poderia ter feito toda a diferença. Depois de ter acompanhado Bruno Magalhães no Vodafone Rali de Portugal, Carlos Barros não pôde repetir o apoio ao piloto lisboeta na prova insular. E a verdade é que ex-Tricampeão nacional de ralis sentiu a falta do seu ‘conselheiro técnico’: “com a Carlos Barros presente talvez as coisas tivessem sido diferentes. Podíamos ter corrido com os amortecedores do Bouffier, mas a Peugeot só nos dava o set up base e como tínhamos que evolui-lo à nossa custa durante a prova (pois como privado passei a ser adversário e não aliado da Peugeot Sport), optámos por não o fazer ao início. Só quando nos libertaram mais informação, é que os montamos e os resultados apareceram. Talvez com o Barros e com a sua influência essas informações nos tivessem sido dadas mais cedo!”, confidenciou o piloto.









