O anunciado duelo entre Valentino Rossi e Dani Pedrosa era o grande atractivo do Grande Prémio de Espanha, mas hoje no circuito de Jerez os mais de 130 mil espectadores, que esgotaram a pista espanhola, viram apenas um ensaio de um duelo que teima em acontecer.
O principal culpado de novo adiamento foi Valentino Rossi , que esteve ao seu melhor nível dando uma lição a todos os níveis na pista da Andaluzia.
Pneus foram decisivos
Durante os treinos ficou claro aquilo que todos já temiam, a corrida seria um duelo particular entre Pedrosa e Rossi. Com as escolhas de pneus a revelarem-se fundamentais, desta feira Rossi e a sua equipa, em colaboração com os técnicos da Michelin, fizeram uma escolha acertada e resolveram correr mais riscos do que no Qatar, quando uma estratégica demasiado conservadora impediu Rossi de lutar pela vitória.
O italiano e a Yamaha até parecia em dificuldades relativamente a Pedrosa e à Honda, mas uma coisa são os treinos e outra é a corrida e aqui, «Il dottore» esteve intratável, comandando da primeira à última volta, a um ritmo alucinante, que o deixou inacessível aos adversários e tranquilo a um importante triunfo após uma travessia do deserto que durou cinco corridas.
Com este êxito, Rossi assumiu o comando do campeonato e lançou um sério aviso aos adversários, de que vai ser muito difícil impedi-lo de recuperar o título.
Pedrosa sem argumentos
Pedrosa queria ser profeta na sua terra, mas a superioridade de Rossi impediu o espanhol de dar uma alegria aos milhares de compatriotas que assistiram à corrida. Nem o facto de largar do primeiro lugar da grelha permitiu a Pedrosa saborear o primeiro, que perdeu ainda no decorrer da primeira volta.
Incapaz de incomodar o italiano, Pedrosa também não sofreu a pressão dos adversários, exceptuando um final de corrida ao ataque por parte de Colin Edwards, que foi incapaz de oferecer a «dobradinha» à Yamaha. A excelente corrida do piloto norte-americano, veio também mostrar o bom desempenho da Yamaha num circuito em que se dá habitualmente bem.
Com uma condução, como sempre, espectacular mas também efectiva, Toni Elias subiu até ao quarto lugar, deixando para trás o vencedor da primeira corrida, Casei Stoner, que desta feita não pode utilizar a melhor «arma» de que tem a sua Ducati e preferiu limitar os estragos, sem correr riscos e a pensar nos pontos.
Sensação dos treinos, o espanhol Carlos Checa (Honda) foi incapaz de justificar esta prestação na corrida, mesmo depois de um bom arranque, acabando a corrida a lutar com o campeão do Mundo, Nicky Hyden, que perdeu o sexto lugar para o espanhol, mas já esteve melhor do que no Qatar.
John Hopkins, por culpa própria e também dos pneus, perdeu uma excelente oportunidade de oferecer um bom resultado à Suzuki, devido a uma queda quando era quarto. O campeonato prossegue no próximo dia 22 de Abril na Turquia.










