Colton Herta garantiu que não disputará uma segunda temporada de Fórmula 2 em 2027, apesar de ainda estar a avaliar o próximo passo na carreira. O norte-americano, vencedor de nove corridas na IndyCar, atravessa uma temporada difícil de estreia na categoria com a Hitech e ocupa o 19.º lugar do campeonato, com quatro rondas por disputar.
Herta mudou-se para a Fórmula 2 nesta temporada, conciliando o programa com as funções de piloto de testes e desenvolvimento da Cadillac, equipa que tem manifestado interesse em contar com um piloto norte-americano na Fórmula 1 num futuro próximo. A dificuldade de adaptação à categoria, porém, complicou as hipóteses de transformar a passagem pela F2 numa candidatura imediata a um lugar na grelha principal.
Questionado sobre os planos para 2027, o piloto de 24 anos foi inequívoco.
“Acho que teremos de esperar para ver, mas não tenho interesse em fazer mais um ano de Fórmula 2.”
Herta teve alguns resultados nos pontos na fase inicial da época, mas marcou pontos apenas uma vez nas últimas 13 corridas. O último fim de semana, em Madrid, agravou as dificuldades: sofreu um acidente na qualificação, no qual embateu nas barreiras depois de perder a traseira do carro na curva 19, e acabou por retirar-se das duas corridas depois de se sentir indisposto.
Apesar da temporada exigente, o norte-americano diz que continuará a acompanhar a F2 depois de sair da competição.
“Vou definitivamente ver; vou sempre gostar de acompanhar a Fórmula 2 como categoria. Acho que vejo corridas de Fórmula 2 há cerca de 10 anos e vou continuar a fazê-lo. Gosto muito do estilo de corridas e das próprias provas, e tenho um enorme respeito pelos pilotos que competem aqui porque sei aquilo de que são capazes. Já o sabia, mas agora sei-o ainda mais pela minha experiência e tenho consciência do nível a que todos trabalham.”
O piloto mostrou ainda curiosidade sobre a próxima geração de monolugares da categoria.
“Naturalmente, tenho interesse no carro e vou ver como será, quais serão os valores de carga aerodinâmica e quão adequado estará para competir no próximo ano. Vou continuar a acompanhar, certamente.”
Sem vontade de fazer um segundo ano na F2 e com as portas da F1 ainda por abrir, Herta poderá voltar à Indy, ou optar por outra competição para dar seguimento à carreira. O plano para chegar à F1 não está a correr como pretendia e as suas esperanças de um salto a curto prazo são agora muito diminutas.












Muito mau! Nunca esperei que corresse bem, mas tb não esperava tão mal. Mostra as dificuldades dos pilotos americanos e acho que mesmo a nível americano o Herta é um piloto banal. Agora, não percebo essa de não fazer um 2.º ano. Será possível que ele alguma vez tenha acreditado que conseguia os pontos para a licença num só ano?…
A Cadillac vai ter de esperar um bocado mais e apostar é no Ugochukuwo.
Ele já veio tarde, com 26 anos, muito “velho” para uma categoria de formação, sendo que já era um piloto profissional. Além disso estava “formatado” para um tipo de carro muito diferente, numa categoria (penso que) menos exigente.
Quem o meteu nisto, pensou que era fácil conquistar os pontos que faltavam, ainda por cima puseram-no numa equipa fraca. Mas concordo, foi pior do que se esperava.
Há poucos dias ouvi, não me recordo em que site, que a Cadillac olha agora para o Crawford. Será uma boa opção enquanto o Ugochukwu não está pronto.