Estou convencido que se fosse noutro contexto, com o AIA cheio de público, o segundo classificado ‘levava’ uma volta de avanço. Que corrida fabulosa fez Miguel Oliveira. Como ele bem disse no final, soube transformar a pressão em força, e aproveitando também o “vento português” que o ajudou na pole-position, nada poderia impedir Miguel Oliveira de concretizar a vitória no ‘seu’ Grande Prémio MEO de Portugal. É verdade que o ‘mundo’ lusitano estava todo a torcer pelo triunfo de Miguel Oliveira no AIA, mas nesta competição, a este nível, ninguém dá ‘borlas’, portanto tudo o que vimos em pista foi um piloto que não fez das fraquezas forças, mas sim das forças, forças ainda maiores, e exerceu um domínio muito pouco visto nestas andanças do Mundial de Velocidade.
Quem costumava fazer exibições assim, nos anos mais recentes, era Marc Marquez, mas desta feita foi um português, que subiu toda a escada a ‘pulso’ e vive agora as sensações para as quais trabalha há anos e anos.
Se há adeptos dos ‘motores’ que ainda não perceberam o que acabou de acontecer, imaginem só se um piloto português tivesse vencido o GP de Portugal de Fórmula 1… em Portugal! Aquelas primeiras voltas no 1:39m foram qualquer coisa de fantástico. É muito curioso que, num ano tão difícil para os portugueses – não esquecendo que todo o mundo passa pelo mesmo – há um conjunto de heróis que nos têm enchido de orgulho. Jornais desportivos a fazer capas consecutivas com Félix da Costa, Filipe Albuquerque, Miguel Oliveira. O mérito é todo deles.










