O segundo dia de testes da Moto3 no circuito de Jerez de la Frontera com vista a mais uma temporada do Campeonato do Mundo de MotoGP brindou os pilotos com bom tempo e Miguel Oliveira apresentou-se em muito bom plano ao terminar a jornada com a quinta marca na tabela de tempos combinados ao parar o cronómetro em 1m47,958s, a pouco mais de um segundo do melhor registo do dia assinado por Maverick Viñales.
O jovem português foi, aliás, o primeiro piloto não KTM da tabela de tempos, dando assim claras indicações do potencial da Mahindra MGP30. A progredir sempre de forma gradual e consistente no trabalho de desenvolvimento da sua montada, Oliveira tem tirado o máximo partido dos dias de testes e esta quarta-feira não foi excepção.
“Experimentámos muitas coisas, deu para tirar muitas conclusões sobre o que é melhor para a moto e já sabemos o que temos de fazer amanhã para melhorar. Aliás, a partir daqui é mesmo só melhorar porque já estamos muito bem posicionados,” adiantou o piloto de Almada. “O dia foi bastante produtivo. De manhã a pista estava um pouco húmida, por isso tivemos e esperar até ao meio dia, altura em que iniciámos o trabalho a sério com a pista seca, dando continuidade ao que fizemos em Valência,” referiu Oliveira que hoje totalizou 49 voltas ao traçado do Sul de Espanha.
“Há que ter em conta que estamos num projecto novo; não estamos no limite, mas num patamar em que é difícil melhorar. A partir daqui temos de fazer modificações maiores que simples afinações do chassis, o que está a ser visto pela equipa, que tem trabalho a fazer, tal como eu, para melhorarmos alguns pontos e, com tudo isso, conseguirmos fazer tempos mais rápidos.” Contudo, Miguel Oliveira não está a pensar apenas no cronómetro: “O importante nesta fase é não dar passos precipitados, nem tentar mostrar nada a ninguém porque neste momento estamos a fazer o melhor que pudemos e a dar 200%. Estamos de consciência tranquila, temos apenas de trabalhar e ir tranquilos para casa. Amanhã as previsões dão chuva, pelo que vamos tentar continuar o trabalho de ontem no molhado e encontrar um bom ritmo, o que é muito importante nessas condições climatéricas,” rematou o jovem luso após um dia com boas temperaturas e vento fraco.











