No final do primeiro dia, com sete especiais realizadas (quatro Enduro Test, duas Cross Test e uma Super Especial no areal da praia da Figueira), Finlândia, França e Itália fizeram questão de recordar às outras selecções o porquê de serem apontadas como favoritas. Apesar de ter sido Kurt Caselli (KTM) a cotar-se como o primeiro líder da competição, o norte-americano rapidamente foi eclipsado pela concorrência e coube ao francês Christophe Nambontin (Gás Gás) concluir os 210 quilómetros do dia no primeiro lugar.
“Começar a vencer é sempre bom, mas a prova é longa e ainda faltam cinco dias. O principal objectivo é o resultado colectivo e todos os pilotos franceses andaram bem. Temos que gerir bem a prova, conseguir bons resultados e ao mesmo tempo não cometer erros e poupar as motos. O percurso é óptimo, as ligações não são complicadas e as especiais estão bem desenhadas”, reconheceu o actual líder.
Com seis vencedores em sete especiais, também a classificação geral foi sendo palco de muita luta com quatro pilotos a trocar de posições. Depois de Caselli, também Julien Gauthier, Samuli Aro e Nambontin passaram pela liderança, com o francês a regressar ao primeiro lugar graças a um segundo lugar obtido na Super Especial da praia da Figueira. À geral, o francês tem apenas 0,9s de vantagem para Remes e 1,6s para Aro, com os pilotos finlandeses no encalce do piloto da selecção detentora do título. Logo atrás segue o britânico David Knight (Kawasaki) e o francês Antoine Meo (Husqvarna), a encerrarem o lote dos cinco primeiros.
No que diz respeito a Portugal, Luís Correia foi o elemento em evidência neste primeiro dia, com o piloto da Yamaha a ser o melhor luso nas quatro passagens pelas especiais de Enduro, naquela que é a sua estreia nos ISDE. Enquanto Gonçalo Reis e Mário Patrão foram os mais rápidos nas passagens pelo Cross Test, o recém-chegado do Egipto – onde foi quinto à geral no Rali dos Faraós – Hélder Rodrigues terminou o dia como melhor português no areal da Figueira.
“Estou muito satisfeito com este resultado, 13º da geral e 6º da classe é mais do que esperava nos meus primeiros ISDE. Sinto-me mais cansado que o habitual porque não estou habituado a provas tão longas, mas consegui manter sempre um ritmo bastante rápido. A areia é um piso bom para mim e as especiais adequam-se bem ao tipo de condução do Motocross, que é a minha modalidade. O percurso está bem delineado, é bastante acessível, o que se compreende devido ao elevado número de participantes. Agora vou tentar manter o ritmo para ajudar a selecção portuguesa a obter um bom resultado, o objectivo é ficar pelo menos nos dez primeiros”, recordou Luís Correia.
Amanhã, as “hostilidades” do segundo dia de provas da 84ª edição dos Maxxis International Six Days Enduro iniciam-se às 8h20, com a realização da primeira passagem do Cross Test, num figurino idêntico ao de hoje (Enduro Test, Cross Test e Super Especial).
Resultados 1º dia (após sete especiais):
1º Christophe Nambontin (Gás Gás) França 33m44,07s
2º Eero Remes (KTM) Finlândia a 0,91s
3º Samuli Aro (KTM) Finlândia a 1,60s
4º David Knight (Kawasaki) Grã-Bretanha a 4,59s
5º Antoine Meo (Husqvarna) Finlândia a 6,03s
6º Rodrig Thain (TM) França a 12,84s
7º Juha Salminen (BMW) Finlândia a 24,61s
8º Óscar Balletti (HM-Honda) Itália a 27,34s
9º Cristobal Guerrero (Yamaha) Yamaha a 32,47s
10º Kurt Caselli (KTM) USA a 34,06s
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13º Luís Correia (Yamaha) Portugal a 40,67s












