Confesso que ver este vídeo me criou sensações estranhas. O andamento está lá, a espetacularidade do ralicross vai-se manter quando a competição ‘virar’ elétrica dentro de algum tempo, mas para quem passou pelo desporto automóvel dos anos 80, 90 e 2000, custa-lhe não haver som. Compreendemos perfeitamente as razões para tanta gente se insurgir contra a falta de ‘assobio’ dos Fórmula 1, pois quem já ouviu um V12, ou mesmo um V10, ‘gritarem’ sabem que ‘aquilo’ faz parte do espetáculo. Os V8 ainda se aceitavam perfeitamente, mas quando ouvi os V6 turbo-híbridos de hoje pela primeira vez, ainda em 2014, confesso que tive que mudar a ‘agulha’ para a “tecnologia” e encontrar outros motivos de interesse, pois o “pacote F1” a que me habituei, deixou naquele momento de haver. Não que isso seja um grande problema hoje em dia, mas foi-o o suficiente para que a Liberty Media tenha colocado na sua agenda, melhorar o som dos motores. Voltando a este vídeo, mais cedo ou mais tarde o desporto automóvel será todo elétrico, ou outra coisa qualquer, e como é lógico “a malta do meu tempo” (e não só) vai ter saudades do som dos motores, que quer queiramos, quer não faz parte (e boa) da intensidade das emoções que se podem ter ao assistir a provas de desporto motorizado. Mas não vale a pena lutar contra isso, o progresso não o vai deixar e se as gerações que hoje assistem se ralam muito, para as novas gerações o som do silêncio vai crescer com eles. Mas como é o presente que se vive, eu e muito vamos ter muita dificuldade em ‘entranhar’ isto que se vê no vídeo.











