Será este o carro de competição do futuro?
A Dunlop apresentou um ‘projeto’ de carro de corridas do futuro. Na sequência do concurso ‘Dunlop Future Race Car Challenge’ onde os adeptos contribuíram com as suas ideias relativamente a como poderá ser a competição dentro de 50 anos. Adeptos de automobilismo de toda a Europa deram a sua visão relativamente ao que pensam poder vir a ser o ‘carro de corridas do futuro’, sendo de opinião que este será movido a hidrogénio, terá quatro motores eléctricos, que irão evoluir até ser possível o carregamento por indução.
A carroçaria será adaptável, de modo a permitir que o carro mude de forma durante a corrida para melhorar a sua aerodinâmica. Os pneus serão ‘inteligentes’, não só ‘comunicando’ com o carro, piloto e equipa, como também se adaptarão à suspensão, conferindo uma aderência variável que se ajusta ao piso e às condições meteorológicas. O Sistema de Recuperação de Energia (SRE) será capaz de recuperar 100% da energia da travagem e será mais eficiente que os travões tradicionais, eliminando por completo a necessidade de discos de travão.
No final deste inovador concurso, a Dunlop contou com a ajuda do prestigiado designer de carros de competição para Grandes Prémios de Fórmula 1 e 24 Horas de Le Mans, Sergio Rinland, que avaliou as ideias dos adeptos de toda a Europa sobre o futuro da transmissão, aerodinâmica, travões e pneus, tendo culminado num desenho inovador.
Transmissão
O veículo foi desenhado com quatro motores elétricos que, em princípio, seriam localizados no interior do veículo. Com os avanços da tecnologia, os motores ficam mais leves e mais potentes, e passarão a situar-se no exterior, com motores sobre as próprias rodas, proporcionando ainda mais flexibilidade ao design do carro. Com um motor individual por roda, o carro tem a capacidade de vetorizar o par sobre cada roda. Este recurso irá melhorar o desempenho aerodinâmico e o uso dos pneus, não sendo necessário que as rodas girem quando se aproximam de uma curva.
Inicialmente este projeto inclui um gerador de eletriidade que funciona a pilhas de hidrogénio, com uma pequena bateria de lítio como reserva de energia. Com o desenvolvimento tecnológico, este projeto tem a possibilidade de incorporar a bordo blocos de carregamento por indução. As competições em circuito fechado, no futuro, poderão fornecer a infraestrutura necessária para o carregamento por indução, permitindo que os carros circulem sem transportarem energia a bordo, tornando estes veículos mais leves e eficientes.
Aerodinâmica adaptável
O carro foi desenhado com materiais elétricos nos seus componentes laminados. A carroçaria adaptável vai permitir que o carro mude de forma, a fim de reduzir a resistência aerodinâmica nas retas, aumentar a sustentação nas curvas e controlar todas as necessidades de refrigeração que surgem enquanto o veículo está em circulação. De igual modo, ao incorporar nano partículas nesses materiais compostos, a estrutura do carro terá uma resistência mais forte, tornando-se mais leve e segura. A utilização de câmaras e pequenos ecrãs (instalados no interior do habitáculo) vão dar ao piloto uma visão periférica de 360°, muito melhor que a visão através dos tradicionais espelhos retrovisores, reforçando a segurança ao mesmo tempo que reduz a resistência aerodinâmica.
Pneus inteligentes
Ao utilizar a tecnologia desenvolvida atualmente pela Dunlop, os pneus terão sensores internos para enviar informações aos sistemas de controlo; estes poderão ajustar os sistemas de suspensão, a transmissão de potência e os sistemas de travagem, tirando melhor partido dos pneus. Mediante a inclusão de materiais inteligentes como os que se utilizam na carroçaria, os pneus serão capazes de controlar a sua temperatura e pressão, assim como também mudar de forma. Este fator terá como resultado uma menor resistência ao rolamento e à aerodinâmica nas retas, assim como em uma maior área de contacto com a pista nas travagem e nas curvas. Por outro lado, ao utilizar pneus que se adaptem por si mesmos às circunstâncias e ao meio ambiente, não será preciso substitui-los devido às condições meteorológicas nem ao desgaste. Vão durar toda a corrida.
Sistemas de Recuperação de Energia
Não serão utilizados travões onde exista desperdício de energia; toda a energia da travagem será recuperada e armazenada em volantes e/ou super condensadores, para ser utilizada nos momentos de picos de potência durante a corrida. A eletrónica e os sistemas de controlo têm avançado ao ponto em que o piloto se transformará num “operador de veículo’. Esta evolução é semelhante à que assistimos nos últimos 30 anos, não imaginamos como será daqui a 125 anos!
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