Ralicross: Montalegre define primeiros títulos
O Campeonato Nacional de Ralicross e Kartcross regressou a Montalegre para mais uma dose de grandes batalhas em pista. Super Iniciação e Kartcross já têm campeão confirmado. Contas feitas, após a realização da prova de Montalegre, já há cinco pilotos que podem deter virtualmente o título de campeão, ou vencedor de troféu, da época de 2016.
Pedro Rosário é um destes, com a vitória na prova do Clube Automóvel de Vila Real, fechou as contas do Kartcross de 2016 e assim pode já comemorar o heptacampeonato. Santinho Mendes está numa situação semelhante. Com os 25 pontos da vitória na final, a que soma os 16 das corridas de qualificação, fica com o título já virtualmente na mão. O seu principal adversário, Rafael Rocha, não teve a sorte pelo seu lado na final desta prova. Mendes será bi-Campeão da Super Iniciação. Na Super Nacional as contas também são favoráveis a Celmo Guicho. Na “sua” terra, o transmontano conseguiu os pontos que lhe atribuirão o título. Joaquim Santos com mais esta vitória fechou também a seu favor, as contas de um campeonato que muito dificilmente lhe iria fugir das mãos: o de Campeão dos Super Car. O troféu Super Buggy ficou também arrumado e, de novo, Ludgero Santos vence.
Após uma pausa de aproximadamente um mês para as habituais férias de verão, o Campeonato Nacional de Ralicross e Kartcross foi novamente até terras do Barroso para a sexta ronda da época, o Circuito de Montalegre 2. Em benesse de todos, o S. Pedro continua um bom amigo da modalidade e o sol lá brilhou durante os dois dias de provas, com aproximadamente sessenta equipas presentes na prova do Clube Automóvel de Vila Real.
Super Cars e Super Nacional 4wd
A divisão reservada aos carros com quatro rodas motrizes contou com poucos pilotos e na final apenas três compareceram à grelha de partida. Joaquim Santos foi o único Super Car presente e voltou a dominar da forma como quis, impondo a potência do seu Ford Focus sobre Ademar Pereira e Daniel Costa, respetivamente segundo e terceiro classificados. Sem muito para contar, as setes voltas da finalíssima foram um passeio de Santos, esperando-se que em Sever surjam mais pilotos de forma a tornar mais viva esta divisão.
Super 1600
Face à falta de concorrentes da divisão-rainha, é nos Super 1600, como habitualmente, que surgem as corridas mais interessantes e aguardadas do Campeonato Nacional de Ralicross. Em Montalegre, oito viaturas bastante endiabradas marcaram presença no circuito local, que teve em João Ribeiro figura de destaque. O piloto voltou a entender-se bem com o traçado transmontano e com as vitórias nas mangas de qualificação, o que lhe permitiu partir da pole para a decisiva final. No arranque da última corrida do dia, voltou a impor-se e assumiu a liderança da prova, seguido de Hélder Ribeiro com o C2 S1600. Bruno Gonçalves, Ricardo Soares e Joaquim Machado entraram na primeira volta na Joker Lap e mantinham-se por esta mesma ordem.
A primeira baixa da corrida é José Eduardo Rodrigues que fica parado no final da reta da meta. Lá na frente, o piloto do Citroën Saxo S1600 ia acumulando alguma vantagem a Hélder Ribeiro, que tinha também já entrado na Joker, mantendo uma boa distância sobre o trio composto por Bruno Gonçalves, Ricardo Soares e Joaquim Machado, que se mantinha bem animado, com algumas trocas de posições pelo meio.
Já bem perto do final, Ricardo Soares acaba por fazer meio pião e fica parado na pista, com Joaquim Machado a não conseguir evitá-lo. Os dois acabam por bater forte, deixando Gonçalves isolado no terceiro posto. Com o chegar da bandeira de xadrez, João Ribeiro bisa e garante nova vitória, enquanto Hélder Ribeiro termina na segunda posição, à frente de Bruno Gonçalves. Joaquim Machado terminaria em quarto. Com os pontos obtidos no fim-de-semana, Hélder Ribeiro reforçou ainda mais a liderança do Campeonato, cuja decisão do título está assim marcada para a última prova.
Super Nacional
A Super Nacional de duas rodas motrizes esteve na jornada de Montalegre ao rubro, com um bom lote de participantes com andamentos muito equivalentes, o que proporcionou boas disputas ao longo de todo o fim-de-semana. Para a decisiva final, Tiago Alexandre é quem chega ao final da reta da meta com o comando da corrida, mas ao terminar da primeira volta é já Celmo Guincho a passar no primeiro posto, seguido de Luís Moreira e Tiago Alexandre, que com a entrada na Joker descia agora a quinto. José Sousa era quarto, numa prova que teve muitas histórias para contar.
A meio da corrida, Celmo Guincho seguia na frente pressionado por Luís Moreira, até que este fica parado com problemas mecânicos. Daniel Sousa, que vinha também ele a fazer uma boa prova, envolve-se num toque e acaba por embater forte nos rails de proteção. Se na frente nada de novo, a luta pelos restantes lugares do pódio continuava acesa. São muitas as trocas, com José Sousa a ser agora segundo, seguido de José Eduardo Queirós e Tiago Alexandre. Com o terminar da sétima e última volta é Celmo Guincho o primeiro a passar a linha da reta da meta, seguido de Tiago Alexandre, José E. Queirós e José Sousa, que com a ida à Joker acabou por ficar de fora do pódio, descendo ao quarto lugar.
Super Iniciação 1400
O clã dos pilotos mais novos teve em bom plano com corridas de qualificação bem disputadas o que prometia boas lutas para a decisiva final. Mas como tem sido habitual, Santinho Mendes partiu da pole e por ali ficou. O piloto do Peugeot 205 dominou a prova de princípio a fim obtendo uma boa oposição de Pedro Pereira, que fazia os possíveis com o seu Renault Clio para chegar ao lugar mais alto do pódio.
Se as duas primeiras posições foram entregues de forma tranquila, o mesmo não se pode dizer da luta pelo último lugar do pódio. Lucas Simões, que conseguiu uma boa prestação durante as mangas, rodou inicialmente na terceira posição, mas foi sendo pressionado por Rafael Rocha que acabou mesmo por ascender ao último lugar do pódio. Contudo o piloto viria a ficar parado no final da reta da meta e era já João Novo, após passar Lucas Simões, quem ficava com o ambicionado resultado. Lucas viria ainda a descer para quinto, em troca com Andreia Sousa. Com este resultado, Santinho Mendes tornou-se no novo bicampeão da categoria, revalidando o título obtido na época passada.
Troféu Super Buggy
Os sempre espetaculares Super Buggy regressaram a Montalegre com a presença de cinco pilotos, sendo que os homens da Toniauto voltaram a destacar-se entre o lote de participantes. Ambos partiram das duas primeiras posições da grelha de partida, mas no final da reta da meta, logo após a partida, foi Manuel Guerreiro que assumiu o comando da prova. Ludgero Santos e Nuno Neto rodavam colados a Guerreiro, enquanto mais atrás seguiam Arménio Rodrigues e Paulo Godinho, que viria a ser obrigado a desistir.
Com Guerreiro na frente, Ludgero e Neto iam trocando de posições numa luta bonita de seguir, sem nunca descolar da traseira do líder. Após várias investidas, reviravolta na classificação dos lugares do pódio, com Nuno Neto a assumir a liderança da corrida no final da reta da meta, seguido de Ludgero Santos, que aproveitou a deixa. Manuel Guerreiro perdeu assim a hipótese de triunfar, tendo de se contentar com o terceiro posto.
Campeonato Nacional de Kartcross
Tal como nas últimas rondas, o Nacional de Kartcross voltou a ser a divisão com mais pilotos inscritos, chegando novamente às duas dezenas. Pedro Rosário voltou a estar ao seu melhor nível e com a vitória nas mangas de qualificação garantiu a pole para a última e decisiva corrida do dia.
No arranque, o piloto do Semog não deixou os seus créditos por mãos alheias e assumiu a liderança da prova, seguido de Sérgio Bandeira, Luís Almeida e José Mota. Contudo, no decorrer da primeira volta, algumas confusões no pelotão deixavam o HSport de Pedro Rabaço algo mal tratado, obrigando à interrupção da corrida e à entrada da equipa médica para assistir o piloto.
No novo arranque, Pedro Rosário instala-se novamente na liderança para não mais a largar, retomando o que tinha iniciado antes. Piloto e máquina estiveram perfeitos e foram dilatando a sua vantagem sobre Sérgio Bandeira, Luís Almeida, Mário Rato e José Mota, que deste modo encerrava o top 5.
Com Pedro Rosário Isolado na frente, o foco da corrida centrava-se agora na luta entre Sérgio Bandeira e Luís Almeida pela segunda posição. Após várias tentativas, o piloto do Semog Bravo conseguiu mesmo levar a melhor e ascendeu ao lugar intermédio do pódio. Sérgio Bandeira ficava assim em terceiro, na frente do persistente Mário Rato e José Mota.
Com o quarto triunfo da época, Pedro Rosário somou mais um título ao seu extenso currículo: já lá vão 7.
O Campeonato prossegue a 1 e 2 de outubro em Sever do Vouga, a última jornada do ano e que irá definir os restantes títulos ainda em disputa.
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